Homem que perseguia locutora Joana Cruz condenado a cinco anos
Radio Latina 2 min. 10.01.2020

Homem que perseguia locutora Joana Cruz condenado a cinco anos

Homem que perseguia locutora Joana Cruz condenado a cinco anos

Foto: Facebook Oficial de Joana Cruz
Radio Latina 2 min. 10.01.2020

Homem que perseguia locutora Joana Cruz condenado a cinco anos

O homem, de 43 anos, perseguia e assediava a locutora e a família desta, desde 2014. A sentença de cinco anos serviu, segundo a juíza, como um sinal ao arguido e a outros praticantes de stalking.

Um homem que assediava e perseguia a locutora de rádio portuguesa Joana Cruz, desde 2014, foi condenado a cinco anos de prisão efetiva.  

O tribunal determinou, esta quinta-feira, 9 de janeiro, a pena máxima que lhe era possível aplicar e a sentença serviu, segundo a juíza Joana Ferrer, citada pelo 'Público', como um sinal ao arguido e a outros praticantes de stalking.

Jorge Lopes,  técnico comercial desempregado perseguiu a locutora da RFM e o companheiro, Alberto Silva, ameaçando a filha menor deste, com centenas de emails e fotografias durante cinco anos.

A juíza deu como provado,  no Juízo Criminal Local de Lisboa, que o homem de 43 anos praticou os quatro crimes de que era acusado, entre os quais ameaça agravada, perseguição, injúria e difamação.  

A sessão de ontem pôs fim a um julgamento iniciado há oito meses para um caso que começou em 2014, quando o técnico comercial, natural do Seixal, passou a assediar e a ameaçar a locutora, estendendo as ameaças ao seu companheiro e à filha deste. "A obsessão era ela, mas o alvo era o namorado. O "stalker" dizia que o matava, esfolava, assim como à filha dele, a toda a família e amigos", contou uma fonte próxima de Joana Cruz ao JN.

De acordo com este jornal, Jorge Lopes enviou fotografias, centenas de e-mails e mensagens por telemóvel com ameaças físicas e sexuais. Além de ter antecedentes criminais pela prática de ameaça agravada.

O homem de 43 anos tirava fotos do casal ao longe e às fachadas das casas para assustar Joana e Alberto.

De acordo com o JN, o técnico comercial disse em tribunal ter sofrido uma psicose agravada pela notícia do namoro do casal.Facto que não serviu de atenuante para a pena decidida pela juíza, que descartou a hipótese de aplicar pena suspensa. 

Para Joana Ferrer, acrescenta o Público, o grau de ilicitude do arguido foi muito elevado, tendo em conta os efeitos da sua conduta , que “se foi exacerbando ao longo dos anos criando nos assistentes um estado de perturbação e desassossego”.

 A juíza justificou o cúmulo de cinco anos com o facto de os crimes se terem prolongado ao longo de vários anos, num crescendo de violência verbal e visual. 

Desrespeito pelas medidas de coação e ameaças graves

Segundo Joana Ferrer, citada pelo mesmo jornal, o arguido apresentou uma personalidade “desconforme”, que não conhece “travão de nenhuma natureza”, e desrespeitou as medidas de coação que lhe foram impostas pelo tribunal tendo continuado a enviar e-mails aos queixosos, até recentemente. 

A juíza salientou ainda que a reação de Jorge Lopes à realidade era desajustada “pois nunca travou qualquer conhecimento pessoal com Joana Cruz" e que as ameaças que fez à filha menor de Alberto Silva foram graves, sublinhando que o arguido mostrou uma total ausência de empatia em relação a outras pessoas.  

AT