Faltam 30 mil alojamentos no Luxemburgo para melhorar a situação da habitação
Radio Latina 8 min. 23.02.2022
Atualidade em síntese 23 FEV 2021

Faltam 30 mil alojamentos no Luxemburgo para melhorar a situação da habitação

Atualidade em síntese 23 FEV 2021

Faltam 30 mil alojamentos no Luxemburgo para melhorar a situação da habitação

Radio Latina 8 min. 23.02.2022
Atualidade em síntese 23 FEV 2021

Faltam 30 mil alojamentos no Luxemburgo para melhorar a situação da habitação

O problema da habitação no Grão-Ducado não é novo. Sempre houve uma crise na habitação, mas só que sob formas diferentes.

Faltam cerca de 30 mil alojamentos no Luxemburgo para que a situação da habitação melhore um pouco no país. Uma conclusão da Fundação IDEA no seu último relatório, que sublinha que só assim se vai conseguir tornar os preços mais acessíveis, quer na compra de um bem imobiliário, quer no arrendamento.

Segundo a fundação, o problema da habitação no Grão-Ducado não é novo. Sempre houve uma crise na habitação, mas só que sob formas diferentes.

O organismo acrescenta que o aumento dos preços se deve principalmente a uma penúria de bens imobiliários, que se vai acentuando de ano para ano, uma vez que há mais agregados familiares que se formam anualmente do que habitações que se constroem.

Uma situação que leva a fundação IDEA a emitir certas recomendações, nomeadamente uma dirigida aos locatários que se encontram numa situação financeira complicada. Um terço dos locatários gasta mais de 40% do seu ordenado para poder pagar a renda, colocando-os numa situação precária. Daí a fundação reivindicar que se aumente o número de locatários que beneficiam da subvenção de arrendamento existente no país. Segundo um cálculo, cerca de 30 mil locatários são elegíveis para receber esta ajuda, mas somente 6.500 recebem atualmente essa ajuda estatal.

A IDEA pede ainda que as empresas tenham um papel mais importante nesta matéria, colocando, por exemplo, habitações à disposição dos seus trabalhadores, o que antigamente era feito pela Arbed, que chegou a propor um alojamento a certos trabalhadores.

O facto de o Governo querer tornar mais pessoas proprietárias dos seus alojamentos, é visto com bons olhos pela fundação. Cerca de 60% dos residentes são proprietários, um número que se tem mantido estável, apesar dos preços que têm aumentado de forma constante.

Governo vai acabar com uso de cheques-refeição para compra de combustível e tabaco

O Ministério das Finanças prevê mudanças na lei sobre o uso dos cheques-refeição (chèques-repas, em francês). A ministra da tutela, Yuriko Backes, reconhece numa resposta parlamentar ao partido LSAP que "as regras existentes não estão mais adaptadas à realidade".

O deputado socialista Mars Di Bartolomeo expõe na sua questão parlamentar que os cheques-refeição estão a ser usados também para pagar combustível e comprar tabaco, ao mesmo tempo que são isentos de contribuições e impostos.

Confrontada com esta prática, a ministra das Finanças lembra que este tipo de vale é atribuído pelo empregador ao funcionário para ser usado inteiramente ou parcialmente numa refeição principal durante o dia de trabalho.

Mas na prática, há empresas que aceitam este tipo de pagamento para bens não alimentares. Para acabar com esta prática, Yuriko Backes refere que as novas mudanças deverão ter em conta a definição da jornada de trabalho, o limite máximo de utilização destes vales por dia ou a rede de restaurantes e lojas que oferecem refeições.

Está também prevista a implementação de um formato digital dos cheques-refeição.

Covid-19. Autoridades sanitárias não detetaram nenhum foco de infeção nos transportes públicos

“As pessoas não se infetaram massivamente com covid-19 nos transportes públicos”. Quem o diz é a ministra da Saúde, Paulette Lenert, numa resposta parlamentar.

Segundo a ministra, os serviços de rastreamento (Contact Tracing) não constataram nenhum foco de infeção nos transportes públicos. Dos mais de 74.500 dossiers que este serviço teve de tratar, identificando a origem da infeção, somente em 50 casos a pessoa mencionou ter utilizado o comboio ou o autocarro como meio para se deslocar. Fazendo as contas, somente 0,06% dos casos, em que se identificou uma potencial origem da infeção, estão ligados aos transportes públicos.

Paulette Lenert acrescenta, no entanto, que houve contaminações em viagens de autocarro com destino ao estrangeiro. Isto porque as pessoas mantiveram o contacto durante vários dias.

Escolaridade obrigatória até aos 18 anos entra em vigor em 2025

O ministro da Educação, Claude Meisch, apresentou esta terça-feira o plano para a extensão da escolaridade obrigatória dos 16 aos 18 anos.

Esta obrigatoriedade entrará em vigor três anos após a publicação da lei no Jornal Oficial. Até lá, o ministério "continuará os seus esforços para manter os jovens na escola e criar ofertas formativas alternativas, como os centros de inserção socioprofissional".

Meisch reforçou que o grande objetivo do Governo é combater o abandono escolar nestas faixas etárias. Mais de um terço dos estudantes que desistem da escola no Grão-Ducado têm entre 16 e 18 anos, uma taxa considerada "muito elevada para o Governo".

Este alargamento de dois anos, "em linha com as tendências dos países vizinhos", vai permitir a cada aluno beneficiar "de uma escolaridade mais longa e eficiente, aumentando assim as suas hipóteses de sucesso no futuro", reforça o governante.

Governo levanta perímetro de segurança para manifestações

O ministro da Segurança Interna, Henri Kox, anunciou esta terça-feira o fim da limitação da área de protestos à zona entre o parque Glacis e a Place de l’Europe. Apesar do recuo na medida aprovada em dezembro, as autoridades avisam que se vão manter vigilantes.

A decisão foi tomada esta segunda-feira pelo Governo, em conjunto com as entidades municipais e policiais da capital. O governante frisou que o perímetro das manifestações foi sempre visto como uma medida temporária, "justificada pela experiência" das autoridades luxemburguesas com perturbações da ordem pública causadas por várias manifestações contra as medidas de contenção da pandemia.

A instalação do perímetro, que atirou estas demonstrações para Kirchberg com o objetivo de manter os desacatos fora do centro da Cidade do Luxemburgo, aconteceu a 9 de dezembro, na sequência da escalada de violência de uma manifestação alguns dias antes.

O subchefe da polícia, Donat Donven, observou que as demonstrações contra as medidas de combate à covid se têm tornado mais pacíficas. Por um lado, “os manifestantes são em menor número” e, por outro, considera que “a disposição para a violência desapareceu”.

Luxemburgo proíbe exportação de gado para países terceiros

O ministro da Agricultura, Claude Haagen, anunciou esta terça-feira o fim da exportação de animais vivos do Grão-Ducado para países terceiros. Uma medida que entra em vigor a 1 de março de 2022.

Esta decisão visa prevenir o transporte de animais para matadouros fora das fronteiras da União Europeia (UE). Nos últimos cinco anos, apenas 271 bovinos luxemburgueses foram exportados do Grão-Ducado para países terceiros, a fim de serem abatidos.

Segundo o ministro, o objetivo é claramente de priorizar o bem-estar do animal e evitar assim que os animais sejam revendidos e muitas vezes abatidos em condições indignas, após longas viagens para matadouros fora da União Europeia.

O Luxemburgo torna-se assim no primeiro país europeu a impor esta medida. No seio do Conselho de Ministros da Agricultura a nível europeu, o Luxemburgo reivindica há muito tempo uma regulamentação em favor do bem-estar dos animais, limitando o tempo máximo permitido para transportar os animais na Europa.

Claude Haagen pretende agora defender a proibição de exportação de animais vivos a nível europeu em direção de matadouros fora da UE.

No mês de março do ano passado, a organização Lëtzebuerger Landjugend a Jongbaueren (LLJ) tinha apresentado uma petição pública que solicitava a proibição do abate de animais de exploração luxemburguesa em matadouros que não são certificados pela UE. Uma petição que na altura conseguiu juntar 4.982 assinaturas.

Desafio. Mais de mil pessoas disseram “não” ao álcool em janeiro

Pelo segundo ano consecutivo, a Fundação Cancro lançou durante o mês de janeiro o desafio “Sober Buddy Challenge”, cujo objetivo é não ingerir bebidas alcoólicas durante um mês.

De acordo com a fundação, 1.215 pessoas participaram, sendo que 77% dos participantes conseguiram chegar ao fim do desafio sem beber uma gota de álcool. 97% dos participantes mostraram-se também dispostos a recomeçar o desafio no próximo ano.

Note-se que, segundo a Fundação Cancro, o álcool é o segundo principal fator de risco associado ao cancro e também o menos conhecido.

Para além de diminuir o risco de ter cancro, as pessoas que participaram neste desafio também enumeraram outras vantagens: 46% disseram ter dormido melhor, 36% indicaram ter poupado dinheiro e 33% até perderam peso. Para 25% dos inquiridos, foi notória uma melhor capacidade de concentração durante os 31 dias em que não consumiram bebidas alcoólicas.

LC. Benfica joga ‘oitavos’ à procura da redenção diante de um Ajax ‘avassalador’

O Benfica procura hoje, na primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões de futebol, redimir-se dos maus resultados que vem acumulando na presente temporada, diante de um Ajax absolutamente ‘avassalador’ dentro e fora de ‘portas’.

No Estádio da Luz, a partir das 21:00, estarão frente-a-frente duas equipas com ‘estados de alma’ absolutamente opostos, com os ‘encarnados’ a vencerem apenas quatro dos últimos 10 jogos – desde que Nélson Veríssimo assumiu o lugar de Jorge Jesus – e os holandeses a revelarem-se 100% vitoriosos no mesmo número de partidas.

Redação Latina | Lusa