Elton John lembra últimos dias de Freddie Mercury. "Estava quase cego mas continuava a ser o Freddie"
Radio Latina 3 min. 12.11.2019

Elton John lembra últimos dias de Freddie Mercury. "Estava quase cego mas continuava a ser o Freddie"

Elton John lembra últimos dias de Freddie Mercury. "Estava quase cego mas continuava a ser o Freddie"

Radio Latina 3 min. 12.11.2019

Elton John lembra últimos dias de Freddie Mercury. "Estava quase cego mas continuava a ser o Freddie"

Elton John acompanhou Freddie Mercury nos seus últimos dias e na autobiografia que lança agora lembra a fragilidade do vocalista dos Queen, mas também os traços de excentricidade que manteve até ao fim.

No livro 'Eu, Elton John' (edição portuguesa pela Porto Editora), com lançamento mundial marcado para este mês, o cantor de 72 anos, partilha as suas memórias das visitas que fez a Freddie Mercury, pouco tempo antes de este morrer de SIDA, aos 45 anos, em 1991.

ANSA

Segundo o músico de 'Rocketman', o vocalista dos Queen manteve, na altura, segredo sobre a doença que sofria, mas os sinais de que o seu estado era grave tornaram-se demasiado evidentes para os amigos mais próximos.

"Visitei-o muitas vezes quando ele estava a morrer, embora nunca pudesse ficar mais do que uma hora. Era muito perturbador - acho que ele não queria que eu o visse daquela maneira", começa por recordar Elton John em passagens da sua biografia, citadas pelo jornal 'Daily Mirror'.

Lembrando o aspeto debilitado do cantor dos Queen, detalha que este "estava muito frágil para conseguir sair da cama, quase cego e o seu corpo coberto de lesões [na pele] de sarcoma de Kaposi." 

No entanto, prossegue Elton John, havia ainda uma réstia daquilo que Freddie Mercury era e representava. "Definitivamente, ainda era o Freddie, mexericando, completamente excessivo. Não conseguia perceber se ele não tinha noção do quão perto estava da morte ou se o sabia perfeitamente bem mas estava determinado a não deixar que aquilo que lhe tinha acontecido o impedisse de ser ele próprio."

Conselheiro e amigo nas horas difíceis

Na sua autobiografia, o cantor recorda outros momentos da sua amizade com o vocalista dos Queen e de como este foi um dos que o alertou para o excesso de consumo de drogas - na década de 1980 Elton John estava no auge da sua dependência - e lhe implorou que fizesse uma desintoxicação.O tema da dependência de drogas é amplamente abordado no livro, que contém mais de 300 páginas. 

A sua conturbada relação com a fama, nos primeiros anos, e o respetivo escrutínio da sua privada que daí adveio agravaram o consumo de substâncias, por parte do cantor, que travou sempre uma luta difícil para superar problemas emocionais da sua infância. 

Um livro aberto sobre a vida de Elton John

Nesta autobiografia, lançada esta semana, estão descritas sete décadas de altos e baixos, onde se inclui meio século de uma carreira dedicada à música. 

Tal como o filme, 'Rocketman', que se inspira no que acaba por ser retratado no livro, este desvenda como nasceram as canções que o músico britânico criou e interpretou e que fazem parte da vida de milhões de pessoas em todo o mundo.

Na biografia não há tabus e os momentos menos bons são mostrados com a mesma importância do estrelato. 

Da infância e da relação conturbada com os pais, passando pelas noites loucas e as festas que o afundaram numa espiral de dependência, até às mais recentes revelações sobre o seu estado de saúde, 'Eu, Elton John' põe a nu o lado mais difícil da vida do artista, sem perder o traço do fino humor britânico.

Por outro lado, há espaço para o glamour e as histórias de amizades com outras lendas da música, como John Lennon ou George Michael, além do já mencionado Freddie Mercury, a par da sua conhecida ligação à Princesa Diana e a Gianni Versace, ambos já falecidos.

Brutalmente honesto, refere a editora, 'Eu, Elton John' não poupa palavras para descrever os piores momentos que o artista viveu, as tentativas de suicídio e a viagem emocional para a reabilitação, mas também para sublimar o amor por David Furnish e a paternidade ao lado do seu companheiro de longa data. 

O livro é o espelho de uma vida inteira onde se vê Reginald Dwight (nome verdadeiro do cantor) transformar-se em Elton John e este no homem que foi mudando até se tornar no que é hoje.  

AT



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