É oficial! Pussycat Dolls estão de volta
Radio Latina 1 4 min. 28.11.2019

É oficial! Pussycat Dolls estão de volta

É oficial! Pussycat Dolls estão de volta

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Radio Latina 1 4 min. 28.11.2019

É oficial! Pussycat Dolls estão de volta

A girlsband americana regressa quase dez anos depois da separação e já tem os primeiros concertos marcados

Depois de muita especulação, eis a confirmação que muitos fãs aguardavam. As Pussycat Dolls estão de regresso. 

Ontem, ao final da noite, os membros da girlsband americana, que surgiu em 2003 e se separou em 2010, mudaram os perfis das suas páginas de Instagram para uma foto com o nome do grupo e o hashtag #PCDreunion (em português, a Reunião das PCD - iniciais usadas pelo grupo para o nome Pussycat Dolls).

Esta quinta-feira (28) de manhã, a notícia foi confirmada já com a revelação dos primeiros concertos e os nomes dos elementos que vão participar neste retorno aos palcos: Nicole Scherzinger, Carmit Bachar, Ashley Roberts, Jessica Sutta e Kimberly Wyatt. 


"Estou muito entusiasmada por poder anunciar que estamos de volta! A #PCDreunion arranca no Reino Unido em abril de 2020", escreveu Nicole Scherzinger junto da imagem com as datas dos nove espetáculos das Pussycat Dolls, marcados para a Irlanda e o Reino Unido. 

Regresso a cinco 

O retorno das Pussycat Dolls era falado há mais de um ano, mas voltou a ganhar contornos mais definidos em setembro passado. 

O que o tempo não parece ter conseguido mudar é a decisão de Melody Thornton de não alinhar nesta segunda vida do grupo. Além do seu nome não aparecer juntamente com as das ex-colegas de banda, no topo da imagem de divulgação dos concertos, Thornton também já tinha declinado a possibilidade de uma reunião, em 2018. 

Na altura, declarou ao jornal The Sun que seria "um pesadelo" voltar à formação. "Não sou a mesma pessoa aos 34 anos que era aos 24. Por isso a ideia de nos voltarmos a juntar soa a um pesadelo", afirmou. 

 Protagonismo e problemas de autoconfiança 

Recentemente, a cantora disse também que depois de ter estado nas Pussycat Dolls precisou de fazer terapia para voltar a ganhar confiança em si própria. A pressão da indústria musical e o crescente protagonismo de Nicole Scherzinger, como figura principal do grupo - um dos motivos apontados para a dissolução da formação, em 2010 - terão contribuído para a perda de auto-confiança. 

"Não atribuo apenas a uma única coisa. Fui empurrada para a ribalta e apresentada através de um enorme instrumento, as Pussycat Dolls", contou   Melody Thornton ao programa de televisão australiana 'Today Extra'. A cantora acrescentou que "ninguém previa que ia ser tão bem sucedido como foi" e como resultado disso deixou de ter direito ao anonimato. "De certa forma, perdi um pouco o rasto a mim mesma", confessou. 

 Outra das razões que apontou foi ter sido relegada para segundo plano, enquanto cantora, quando Nicole passou a ser a figura principal do coletivo. "Isso realmente afetou a minha confiança, porque eu não estava a usar o que tinha de melhor [a voz] (...) E eu era má bailarina, por isso foi desafiante." 

DR/Divulgação

Depois da separação os elementos das Pussycat Dolls lançaram-se em carreiras e projetos a solo. 

Thornton lançou um disco em 2011 e uma mixtape em 2012, tendo participado nos últimos anos em diferentes concursos e reality shows na televisão americana. 

 Apesar da não estar na reunião anunciada agora, a fundadora das Pussycat Dolls, a coreógrafa Robin Antin, afirmou ao jornal de 'The Sun' que não há ressentimentos entre as partes e insistiu que a porta "esteve e estará sempre aberta" para Melody Thornton. 

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#PCDReunion 💖

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 Alegados abusos 

 As possíveis divergências entre os membros do grupo não foram as únicas notícias a pôr em causa a estabilidade e o legado do grupo, responsável por sucessos como 'Don't Cha', 'Buttons', 'Jai Ho, 'Hush Hush; Hush Hush' ou 'I Don't Need a Man'. 

Em 2017, Kaya Jones, uma das cantoras que chegou a ser selecionada para a formação inicial do grupo, afirmou, na sua página do Twitter, que as Pussycat Dolls operavam como uma espécie de "rede de prostituição", alegando que todos os elementos da banda feminina tinham sido "abusados" por executivos da indústria musical que pressionavam para terem relações sexuais com quem eles mandassem. 

A fundadora do grupo, Robin Antin, rebateu as acusações na altura, classificando-as como "mentiras nojentas e ridículas" e acrescentando que Jones nunca fez parte oficialmente do grupo, procurando com essas declarações "os seus 15 minutos de fama".

Um regresso maduro 

Antes da separação, as Pussycat Dolls atingiram fama e reconhecimento mundial, graças ao sucesso dos seus singles e às suas coreografias sensuais.

Lançaram dois discos, 'PCD' (2005) e 'Doll Domination' (2008), que venderam milhões de cópias em todo o mundo. 

Os vídeos 360 não têm suporte aqui. Ver o vídeo na aplicação Youtube.

 O regresso poderá trazer não apenas uma tournée, mas também novas canções, segundo afirma Nicole, citada pela BBC. 

"Estamos a trabalhar em músicas novas. Mas cada coisa a seu tempo. Estamos juntas, estamos focadas, temos uma atuação gigante já no final desta semana [sábado, no programa X Factor], que é muito importante para nós e depois vamos concentrar-nos na tournée." 

 Ao 'The Sun', a líder das Pussycat Dolls adiantou ainda que este regresso reflete a maturidade e a forma como cada um dos seus elementos cresceu. "São 10 anos e vamos trazer os talentos únicos de cada uma para o grupo. Estou muito entusiasmada por termos crescido tanto. Estamos aqui para nos vermos brilhar."

Ana Tomás