Designer de moda português é o novo diretor criativo da Kenzo
Radio Latina 01.07.2019

Designer de moda português é o novo diretor criativo da Kenzo

Designer de moda português é o novo diretor criativo da Kenzo

Foto: LVMH
Radio Latina 01.07.2019

Designer de moda português é o novo diretor criativo da Kenzo

Esta segunda-feira, 1 de julho, Felipe Oliveira Baptista assume o cargo da marca de luxo francesa.

A Kenzo, que pertence ao grupo Louis Vuitton Moët Hennessy (LVMH), anunciou em comunicado que o designer de moda dos Açores iria assumir de imediato a direção criativa da marca.  

Sidney Toledano, presidente do LVMH, afirmou que "o talento de Felipe Oliveira Baptista, como designer, o seu domínio do vestuário e suas raízes pessoais, com origem em culturas muito distintas", constituem "ativos reais para dar uma nova energia criativa à Casa Kenzo". Já Sylvie Colin, a diretora executiva da Kenzo, elogiou "a visão criativa inovadora e moderna, e sua abordagem artística muito completa" de Baptista que, segundo ela, "permitirá que [a marca] continue a demonstrar seu potencial, respeitando a sua herança".

Felipe fez o anúncio no perfil oficial de Instagram, salientando que a "Kenzo é liberdade e movimento contagiosos. Tudo o que [Kenzo] Takada fez foi cheio de alegria, elegância e de um senso de humor frio e atrevido", referindo-se ao criador da marca. "A constante celebração da Natureza e da diversidade cultural sempre foram, e continuam a ser, o coração da marca", continua. 


O grupo garante que o português vem "escrever uma nova página na história da casa fundada em 1970", ocupando a posição que pertencia, desde 2011, a Carol Lim e Humberto Leon.

Percurso profissional

Nascido nos Açores, Felipe Oliveira Baptista estudou Designer de Moda na Universidade de Kingston, Londres. Após o curso, trabalhou em marcas como Maxmara, Christophe Lemaire e Cerruti. Em 2003, mudou-se para Paris e fundou uma marca em nome próprio. Nesse ano, chegou a ganhar o ANDAM/LVMH Fashion Award. 

Em 2010, tornou-se diretor criativo da Lacoste, onde trabalhou até 2018. Agora, com um novo desafio pela frente, Felipe sente que "juntar-se a uma casa tão icónica é tanto um enorme presente como um desafio".  


Com Lusa