CovidCheck 2G, 2G+ e 3G: o que é e para que serve?
Radio Latina 2 min. 29.12.2021

CovidCheck 2G, 2G+ e 3G: o que é e para que serve?

A horeca é o principal setor afetado pelas medidas sanitárias de combate à pandemia.

CovidCheck 2G, 2G+ e 3G: o que é e para que serve?

A horeca é o principal setor afetado pelas medidas sanitárias de combate à pandemia.
Foto : AFP
Radio Latina 2 min. 29.12.2021

CovidCheck 2G, 2G+ e 3G: o que é e para que serve?

Menores de 12 anos estão isentos de CovidCheck.

O Luxemburgo foi um dos primeiros países da União Europeia a ter um passe sanitário, tendo disponibilizado o Certificado Digital da Covid-19 da União Europeia (UE) no dia 13 de junho à população, cerca de duas semanas antes da sua entrada em funcionamento na UE.

O passe sanitário é por cá chamado de CovidCheck e em seis meses tem evoluído. O primeiro a ser criado e que continua a existir é o CovidCheck 3G. Trata-se do certificado, digital ou impresso, que comprova a vacinação completa ou a recuperação da doença ou a testagem negativa (PCR/48 horas e antigénio certificado por um profissional de saúde/24 horas). É atualmente exigido aos trabalhadores do setor da horeca e será alargado a todos os trabalhadores do país, quer do setor público quer do privado, a partir de 15 de janeiro de 2022. É igualmente requisitado no meio familiar, já que, por exemplo, se no jantar de 'réveillon' tiver mais do que 20 pessoas à mesa, todas terão de ter um dos três certificados 3G e terá também de notificar previamente o evento à Direção da Saúde.


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Setor da horeca é o principal visado.

O 2G certifica a vacinação completa ou a recuperação da doença (válido durante cerca de seis meses após a infeção). Mas na prática, desde sábado, dia da entrada em vigor da lei covid retificada, este certificado só é válido por si só, ou seja, sem mais requisitos suplementares, para quem tem dose de reforço contra a covid-19. O que abrange atualmente um pouco mais de 183 mil residentes que podem ir a um café ou restaurante sem fazer um autoteste.

Convém sublinhar que, segundo a lei, uma pessoa com esquema vacinal completo e que é infetada posteriormente com o novo coronavírus não é considera como tendo recebido o reforço vacinal.

Já o 2G+ foi criado na semana passada pelo Governo e obriga os vacinados sem dose de reforço e os recuperados sem vacinação pós-infeção a fazer um autoteste de diagnóstico para entrar em cafés, bares, restaurantes e hotéis (setor da horeca), e nos ajuntamentos com mais de 20 pessoas. Se as pessoas tiverem um comprovativo válido de teste PCR (48 horas) ou de antigénio (24 horas) certificados por um profissional de saúde não necessitam, naturalmente, de fazer um autoteste no local.

Isentos da apresentação de CovidCheck estão as crianças com menos de 12 anos e dois meses de idade.


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Note-se ainda que os jovens com menos de 19 anos que praticam atividades desportivas ou culturais federadas (clubes desportivos, associações culturais ou empresas privadas cujo objetivo social é promover atividades culturais) estão dispensados de 2G+. Para estas atividades, os jovens menores de 19 anos sujeitam-se ao 3G. Uma derrogação da lei que vigora até 28 de fevereiro estipula essa diferenciação.

Manuela Pereira


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