Falta de professores. Algumas escolas poderão fechar no Luxemburgo
Radio Latina 9 min. 28.01.2022
Atualidade em síntese 28 JAN 2021

Falta de professores. Algumas escolas poderão fechar no Luxemburgo

Atualidade em síntese 28 JAN 2021

Falta de professores. Algumas escolas poderão fechar no Luxemburgo

Radio Latina 9 min. 28.01.2022
Atualidade em síntese 28 JAN 2021

Falta de professores. Algumas escolas poderão fechar no Luxemburgo

Esta medida só seria aplicada onde há falta de docentes, e não de forma geral.

“Se o número de novas infeções continuar a aumentar junto dos professores, é provável que se tenha de fechar algumas escolas”. Quem o diz é o ministro da Educação, Claude Meisch, em entrevista à radio estatal 100,7, esta sexta-feira.

Segundo o responsável pela pasta da Educação, a variante Ómicron está a colocar as escolas frente a grandes desafios, apesar de haver muitos professores de substituição e de flexibilidade junto dos docentes. Só nos Liceus faltaram esta semana 8% dos professores, ou por estarem infetados ou por terem de ficar em casa com os próprios filhos infetados.

Claude Meisch martelou que o objetivo do Governo é de manter os estabelecimentos abertos, garantindo assim o ensino presencial, mas acrescentou que atualmente está-se perto do limite tolerável.

Esta medida só seria aplicada onde há falta de docentes, e não de forma geral, frisou ainda o ministro da Educação.

Com as férias de Carnaval à porta, Meisch espera que depois dessa interrupção, a situação já esteja melhor.

Covid. Estado e bancos emprestam 194 milhões de euros às empresas afetadas pela pandemia

A Tesouraria do Estado divulgou o seu primeiro relatório sobre a aplicação do regime de empréstimos Covid garantidos pelo Estado.

Desde a sua implementação, em abril de 2020, e até final de 2021, 415 empresas afetadas pelos efeitos das restrições sanitárias receberam um total de 194 milhões de euros em empréstimos.

Ainda segundo o relatório divulgado pelo Ministério das Finanças, durante os primeiros três meses da sua implementação, foram concedidos 222 empréstimos, num montante total de 95,6 milhões de euros.

Além do Estado, oito bancos (BCEE, BIL, Banque de Luxembourg, Banque Raiffeisen, BGL BNP Paribas, ING, Bank of China e Banque BCP) participaram neste programa, concedendo moratórias no valor de 4,5 mil milhões de euros às empresas afetadas pela crise. Os bancos concederam ainda mais de 500 empréstimos sem garantia estatal, por um valor superior a 300 milhões de euros.

O setor do comércio foi aquele que mais beneficiou do crédito garantido (26,75%), seguido do setor do alojamento e restauração (19,04%) e da construção (18,07%). As empresas beneficiárias têm até 6 anos para reembolsar os empréstimos em causa.

O Ministério da Finanças refere ainda que, com a recuperação a ganhar forma, o número de pedidos de empréstimos tem vindo a diminuir gradualmente.

Ordem dos Médicos mantém reivindicação de vacinação obrigatória geral

A Ordem dos Médicos (Collège médical, em francês) mantém a sua reivindicação de que a vacinação obrigatória seja para toda a população e não somente para certos setores.

Num comunicado a organização sublinha que emitiu o seu parecer sobre a questão num tempo recorde, respondendo às perguntas colocadas pelo Governo. No entanto, acrescenta que esse parecer não foi mencionado durante o debate a 19 de janeiro no Parlamento.

No seu parecer, a Ordem dos Médicos é a favor de uma vacinação obrigatória geral para adultos, uma vez que, segundo os médicos, a vacinação continua a ser a medida mais eficaz para garantir o bom funcionamento do sistema de Saúde.

Os médicos saúdam o parecer dos cinco peritos que pedem uma vacinação setorial para os profissionais da Saúde e para aqueles que contactam com pessoas vulneráveis, como também para as pessoas com mais de 50 anos de idade. No entanto, este organismo acrescenta que no seu entender uma obrigação vacinal setorial e ligada à idade não faz sentido do ponto de vista científico e social. O argumento é que nos últimos tempos tem-se notado um aumento de pessoas hospitalizadas que têm menos de 50 anos. Por outro lado, introduzir uma vacinação setorial só iria dividir ainda mais a população.

Daí a Ordem dos Médicos não entender o desenrolar do debate no Parlamento, em que a direção das discussões foi para uma vacinação setorial e para as pessoas com mais de 50 anos, reiterando a vacinação obrigatória para todos os adultos.

Ministro da Segurança Social e da Agricultura com covid-19

O ministro da Segurança Social e ministro da Agricultura, Viticultura e Desenvolvimento Rural, Claude Haagen, testou positivo para a covid-19.

Haagen testou positivo num rastreio regular através de um autoteste. O resultado foi confirmado por um teste PCR.

Para limitar a propagação do vírus, o ministro, "no cumprimento das medidas sanitárias, isolou-se imediatamente, de acordo com as disposições sanitárias em vigor", refere a nota.

Claude Haagen, que tem um calendário completo de vacinação, apresenta sintomas leves. O ministro continua a exercer as suas funções em regime de teletrabalho.

Luxemburgo continua a registar mais de 3000 novos casos por dia

O Luxemburgo registou ontem 3.029 novos casos de covid-19, num total de cerca de 7.700 testes de diagnóstico realizados.

O país reportou mais 1 morte atribuída à covid-19. O número total de óbitos associados a esta doença sobe para 947.

Relativamente aos internamentos hospitalares, o Ministério da Saúde revela que estão internadas 70 pessoas, das quais 13 nos cuidados intensivos.

Surtos nas escolas duplicaram na última semana

O número de casos positivos no Luxemburgo tem aumentado nas últimas semanas, por causa da variante Omicron, e os mais novos também foram afetados.

De acordo com o relatório semanal do Ministério da Saúde, durante a semana de 17 a 23 de janeiro, 68 turmas foram afetadas pelo cenário 4, considerado o mais grave, com mais de cinco casos positivos por classe. O número de turmas afetadas é o dobro da semana anterior, em que tinham sido registados 34.

Os surtos dividem-se por 43 escolas básicas e oito escolas secundárias, com grande incidência na região norte, nas cidades de Remich, Pétange, Differdange, Sanem, Esch/Alzette e Dudelange. A capital também está incluída na zona 'mais escura' no que toca ao número de casos. Todos os alunos que não estavam vacinados ou recuperados tiveram de ficar em quarentena, sem poder ir às aulas.

Sindicato dos professores critica fim da quarentena no ciclo 1 do ensino fundamental

Durante o período analisado, foram contabilizados 7.417 casos positivos nas escolas, um aumento significativo em comparação com os 4.922 casos da semana anterior. Os alunos são a faixa da população que faz mais testes por semana no Luxemburgo.

Teve efeitos secundários após vacinação anti-covid? A associação dos doentes tem um formulário à sua disposição

A associação de defesa dos direitos dos doentes (Patientevertriedung, em luxemburguês) elaborou um formulário para as pessoas que sofrem de efeitos secundários devido à vacina contra a covid-19.

Num comunicado, a associação informa que está a recolher esses dados para depois transmiti-los ao Ministério da Saúde. As pessoas que sofreram de efeitos secundários após a administração da vacina podem preencher esse formulário disponível em francês e alemão.

As pessoas devem especificar que fármaco é que lhes foi administrado e que tipo de efeitos secundários é que tiveram, como por exemplo, dores no braço, febre ou cansaço. Para além disso, as pessoas podem ainda informar sobre a duração desses efeitos, e se foram ligeiros ou mais graves.

O formulário está disponível online através do site www.patientevertriedung.lu.

Suécia não vai avançar com vacinação geral de crianças entre os cinco e os 11 anos

A Suécia optou por não recomendar a vacinação contra a covid-19 de crianças dos cinco aos 11 anos, ao contrário do que tem sido feito em vários países europeus.

O país nórdico, que frequentemente tem estado contra a corrente na estratégia de combate à pandemia, recomendou a vacinação apenas para crianças em risco.

Portugueses em isolamento no Luxemburgo não vão poder sair para votar

São apenas 20 os emigrantes portugueses inscritos para a votação presencial nas eleições legislativas no posto consular do Luxemburgo. E destes, quem estiver em isolamento devido à covid-19 não vai poder sair de casa para ir votar nos dias 29 e 30.

Na passada quarta-feira, dia 19, o Governo português anunciou que os eleitores que se encontrem em isolamento vão poder votar, mas tal exceção só se aplica em território nacional.

Noutros países, prevalecem as respetivas regras sanitárias que estão em vigor, confirmou ao jornal Contacto fonte da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas.

Quanto ao voto antecipado, 111 pessoas votaram até às 9h da passada quinta-feira, no Consulado de Portugal no Luxemburgo. Os eleitores que tenham feito a sua inscrição no voto antecipado em mobilidade, mas não conseguiram exercer o seu direito de voto a 23 de janeiro podem votar no dia 30.

Já quem optou por votar de forma presencial deverá dirigir-se à respetiva assembleia de voto, no dia 29 de janeiro, entre as 8h e as 19h locais, ou no dia 30 de janeiro, entre as 8h e as 21h.

Autarquia de Dudelange oferece biblioteca ao domicílio às pessoas com mobilidade reduzida

A comuna de Dudelange anunciou um novo serviço dirigido aos seus residentes com mobilidade reduzida. Trata-se do projeto 'Biblioteca ao domicílio', que decorre no âmbito dos 100 anos da biblioteca pública regional de Dudelange.

Segundo os responsáveis da autarquia, o objetivo é facilitar o acesso à cultura às pessoas com mobilidade reduzida.

O serviço propõe uma grande variedade de estilos literários em diversas línguas, incluindo o português. A biblioteca dispõe também de audiolivros para adultos e crianças e livros com letras grandes.

Os interessados podem consultar as obras disponíveis no site www.bibliodudelange.lu e fazer as encomendas para um máximo de quatro semanas, através do telefone 516 121 250.

Capital. Aluguer de bicicletas elétricas Vel'OH! aumenta 400%

Há cada vez mais pessoas a usar as bicicletas elétricas da Cidade do Luxemburgo. A rede vel'OH!, operada pela empresa JCDecaux, registou mais de 800 mil alugueres em 2021.

A empresa francesa refere em comunicado que representa um aumento de 400% comparando com 2018, ano em que foram introduzidos os modelos elétricos na capital.

Atualmente a autarquia da Cidade do Luxemburgo e a empresa JCDecaux disponibilizam mil bicicletas elétricas espalhadas por 116 estações na capital e em algumas comunas periféricas.

Em 2021 foram ainda vendidos 50 mil bilhetes de curta duração, em plena pandemia.

Redação Latina | Lusa | Foto António Pires


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