0,22% das vacinas 'anticovid' administradas no Luxemburgo provocaram efeitos secundários
Radio Latina 9 min. 21.12.2021
Atualidade em síntese 21 DEZ 2021

0,22% das vacinas 'anticovid' administradas no Luxemburgo provocaram efeitos secundários

Desde o dia 28 de dezembro de 2020, o Luxemburgo administrou 1.013.421 doses anticovid-19.
Atualidade em síntese 21 DEZ 2021

0,22% das vacinas 'anticovid' administradas no Luxemburgo provocaram efeitos secundários

Desde o dia 28 de dezembro de 2020, o Luxemburgo administrou 1.013.421 doses anticovid-19.
Radio Latina 9 min. 21.12.2021
Atualidade em síntese 21 DEZ 2021

0,22% das vacinas 'anticovid' administradas no Luxemburgo provocaram efeitos secundários

Oitavo relatório de farmacovigilância.

O Luxemburgo administrou 917 mil doses dos quatro fármacos contra a covid-19 até ao final do mês de novembro – atualmente já ultrapassa um milhão –, sendo que em 0,22% dos casos registaram-se efeitos secundários, que foram reportados às autoridades sanitárias. Esses 0,22% representam 2.016 pessoas.

Estes dados são revelados no oitavo relatório de farmacovigilância. Analisando os dados mais em pormenor, constata-se que em 1.565 casos, tratou-se de efeitos secundários qualificados de “não graves”, como febre, dores de cabeça ou ainda cansaço. Reações totalmente comuns a qualquer vacina.

No entanto, houve 451 casos, em que os efeitos secundários foram qualificados de "graves". São considerados graves porque foi preciso recorrer a uma baixa médica.

Depois houve ainda 125 casos, em que as pessoas vacinadas tiveram de ser hospitalizadas, sendo que 18 pessoas correram risco de vida e 11 acabaram mesmo por morrer.

O Ministério da Saúde realça que todos estes casos foram notificados após as pessoas terem sido vacinadas, mas ainda não foi comprovado que o fármaco tenha estado na origem dos efeitos adversos.

Para já, só um único óbito foi atribuído diretamente à vacinação contra a covid-19, no Luxemburgo.


Nova lei covid poderá ser alterada em breve 

Apesar de a nova lei covid estar em vigor há poucos dias (apenas desde sexta-feira) é muito provável que seja alterada em breve.

O Governo poderá ‘mexer’ na lei e avançar com mais restrições. Terá para isso antecipado de um dia o Conselho de Ministros, inicialmente previsto para quarta-feira, segundo informação avançada pela RTL.

O Executivo quer reagir rapidamente face à preocupação gerada pela nova variante Ómicron do SARS-CoV-2, com o último relatório da Task Force Covid-19 do Luxemburgo a apontar cerca de mil novas infeções diárias a partir do mês de fevereiro.

Desconhece-se para já quais as novas medidas em cima da mesa. A RTL avança que poderão ocorrer mais restrições no setor da Horeca e também nos ajuntamentos. A comunicação social só deverá ser informada oficialmente das conclusões do Conselho de Ministro de hoje na quarta-feira de manhã.

Note-se que outros países já tomaram nos últimas dias medidas muito mais severas. A Holanda, por exemplo, decidiu um novo confinamento, que entrou em vigor no domingo.

A atual lei covid vigora de 7 de dezembro a 28 de fevereiro de 2022.


Centro de vacinação LuxExpo vai reabrir

O Governo anunciou a abertura de mais um centro de vacinação. Neste caso, trata-se de uma reabertura, a do centro LuxExpo, em Kirchberg.

Este centro vai abrir portas a 10 de janeiro.

Servirá apenas para administrar doses de reforço contra a covid-19.


Pandemia e cheias de julho continuam a gerar desemprego parcial

O desemprego parcial pode afetar mais de 11.500 trabalhadores em janeiro. Em causa está sobretudo o impacto da crise pandémica na economia. Mas também e ainda as cheias de julho.

O Comité de Conjuntura deu luz verde a 674 empresas que pediram a ajuda do Estado caso precisem de interromper ou desacelerar a atividade em janeiro. Mais de seiscentas [empresas] justificam o pedido com a pandemia. Mas há outras 11 empresas que ainda enfrentam problemas devido às inundações de 14 e 15 de julho.

No total, 11.500 trabalhadores poderão vir a ter que entrar de folga forçada no próximo mês. Para eles, se houver uma quebra da atividade há a garantia de que não serão despedidos. O Estado irá compensar 80% dos salários normalmente atribuídos apesar de não estarem a laborar. Mas implica menos poder de compra, já que o corte salarial é de 20%.  


OMS afirma que 2022 dever ser o ano de acabar com a pandemia

O ano de 2022 deve ser aquele em que se "coloca fim à pandemia". Quem o afirma é a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A OMS compromete-se a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para acabar com a pandemia.

Pede prudência nas festas. A recomendação é feita às famílias e às pessoas, em geral, que tencionam estar juntas durante as festas de fim do ano.

O apelo acontece numa altura em que a pandemia atinge em força muitos países e o surgimento da variante Ómicron volta a colocar o planeta em emergência.

Mais uma vez, a OMS apela também para um melhor acesso às vacinas em países desfavorecidos.

A OMS não se opõe às doses de reforço, mas sublinha que devem ser reservadas às pessoas de risco ou maiores de 65 anos.

Uma recomendação que muitos países não estão a seguir. No Luxemburgo, por exemplo, a dose de reforço está a ser aconselhada pelo Governo aos residentes adultos.

A covid-19 provocou 903 mortes no Grão-Ducado desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço do Ministério da Saúde publicado esta segunda-feira.  


França. Fim do sequestro de quase 17 horas sem feridos

Paris respira de alívio após a detenção do sequestrador de duas mulheres numa loja.

O sequestro durou quase 17 horas e obrigou à intervenção da polícia especial.

Ninguém foi ferido durante a operação.

Conhecido por sofrer de perturbações psiquiátricas, o suspeito de 56 anos apresentou-se como antigo magistrado tunisino e sequestrou duas mulheres, mãe e filha, que se encontravam numa loja de ferragens na Rue d'Aligre, perto da Bastilha, na capital francesa.

Dado o perfil psiquiátrico do sequestrador, as autoridades locais excluíram rapidamente a possibilidade de terrorismo. O homem era conhecido da polícia por ter agredido um médico no consultório.


Portugal. Ministra da Saúde recusa demissão da administração do Hospital de São João

A ministra da Saúde recusa o pedido de demissão apresentado pelo conselho de administração do Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ), na sequência do incêndio que deflagrou naquele hospital no domingo e que fez um morto e quatro feridos graves.

Segundo um comunicado do gabinete de Marta Temido, a ministra da Saúde reconhece o “elevado sentido ético no exercício de funções públicas dos elementos do conselho de administração” CHUSJ, ao colocarem os seus mandatos à disposição”. Mas “mantém total confiança no trabalho desenvolvido pelo Conselho de Administração do Centro Hospitalar e Universitário de S. João e na sua capacidade de congregar esforços para prestar os melhores cuidados de saúde às populações, pelo que não pode aceitar o pedido de demissão”.

A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) já revelou que instaurou um inquérito para apurar as responsabilidades no incêndio e que o processo de inquérito ao Centro Hospitalar Universitário de São João vai ser conduzido por dois inspetores do Núcleo Regional do Norte.


Covid-19. Fim de semana com cinco mortes no Grão-Ducado

Cinco mortos e 921 novos casos positivos em 72 horas. O balanço de segunda-feira do Ministério da Saúde sobre a situação pandémica diz sempre respeito aos dados de sexta a domingo.

Há assim cinco óbitos associados à covid-19 a lamentar nos três dias.

Nos quatro hospitais do país, há 71 ‘doentes covid’ internados. Desses, 18 estão nos cuidados intensivos.


EMA e CE validam quinta vacina ‘anticovid’

A Comissão Europeia (CE) deu luz verde, esta segunda-feira, à vacina da Novavax. Isto no mesmo dia em que a Agência Europeia do Medicamento aprovou a a utilização de emergência da Novavax, para pessoas a partir dos 18 anos.

Esta é a quinta vacina a receber o aval do regulador europeu e chama-se Nuvaxovid. 

Para tomar esta decisão, a EMA baseou-se em dois ensaios clínicos que envolveram mais de 45 mil pessoas, entre o México, Estados Unidos e Reino Unido. Neste contexto, os estudos revelaram que a vacina desenvolvida pela Novavax tem uma eficácia de 90% contra a covid.

Esta vacina é também administrada em duas doses, sendo que a empresa deverá começar a distribui-la pelo Estados-membros a partir de janeiro do próximo ano.

A Comissão Europeia já tinha chegado a acordo com a farmacêutica, em dezembro de 2020, para adquirir 100 milhões de doses desta vacina. Além disso, o contrato contempla ainda uma opção de aquisição de mais 100 milhões de doses adicionais.


IMI vai aumentar em Portugal

Para quem tem casa em Portugal convém saber que o preço por metro quadrado para efeitos de IMI e da avaliação fiscal dos imóveis vai avançar para os 640 euros em 2022, aumentando 25 euros face ao valor em vigor este ano.

Trata-se do valor mais alto desde 2003, quando o IMI substituiu a Contribuição Autárquica.

Este preço não é de aplicação automática, sendo apenas refletido nas construções novas ou nos imóveis alvo de modificação ou de reconstrução ou na sequência de uma nova avaliação, ou seja, aplica-se aos prédios urbanos cujas declarações sejam entregues a partir de 1 de janeiro de 2021.


Médico Jean Reuter alerta que “por de trás dos números, há nomes e caras”

Há quase dois anos que todos os cidadão no mundo são confrontados diariamente com novos números de infeções, mortos ou pessoas vacinadas contra a covid-19. Uns dias mais, outros menos, mas que com o passar do tempo deixam de ter o impacto no coletivo.

Ora, segundo o médico dos cuidados intensivos do Centro Hospitalar do Luxemburgo, Jean Reuter, “atrás dos números existem nomes e caras, que as pessoas que trabalham nos cuidados intensivos não vão esquecer”.

Segundo o médico, desde o mês de março 2020, o serviço dos cuidados intensivos onde ele trabalha, cuidou de 190 pacientes covid, sendo que 38 acabaram por falecer.

Defensor da vacinação, que segundo o qual é essencial para evitar formas graves da doença, até à data, o serviço de cuidados intensivos só acolheu uma pessoa com efeitos secundários devido ao fármaco anticovid, sendo que a pessoa sobreviveu.



Redação Latina | Lusa | Foto DPA


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