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Zona euro: BCE mantém juros inalterados
Economia 09.03.2017

Zona euro: BCE mantém juros inalterados

O presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, manteve o programa de estímulos à economia da zona euro.

Zona euro: BCE mantém juros inalterados

O presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, manteve o programa de estímulos à economia da zona euro.
Foto: Reuters
Economia 09.03.2017

Zona euro: BCE mantém juros inalterados

O Banco Central Europeu (BCE) manteve hoje as taxas de juro inalteradas bem como o programa de ativos. A decisão anunciada pelo presidente da instituição, Mario Draghi, já era esperada pelos analistas.

O Banco Central Europeu (BCE) manteve hoje as taxas de juro inalteradas bem como o programa de ativos, apesar de considerar que a atividade económica vai desenvolver-se de forma mais positiva.

A decisão anunciada pelo presidente da instituição, Mario Draghi, já era esperada pelos analistas.

Draghi tem sido pressionado para começar a retirar os estímulos à economia da zona euro, uma vez que a inflação já superou a meta de 2% definida pelo BCE. Ainda antes de a decisão ser anunciada, o minsitro das Finanças alemão, Wolgang Schäuble, defendeu que os estímulos deveriam começar a ser retirados.

Recorde-se que a inflação na zona euro subiu para os 2% em fevereiro, pela primeira vez em quatro anos. Os preços superam assim o objetivo do BCE, que pretende que a inflação se situe perto dos 2%, mas ligeiramente abaixo.

No entanto, Draghi tem referido que os sinais apontam para uma subida da inflação ainda pouco sustentada e mais apoiada no aumento dos preços da energia. Além do factor energia, Draghi tem alertado para os riscos externos como a eleição de Donald Trump, o Brexit e a incerteza quanto às eleições que se aproximam em vários países europeus. Por isso, o responsável tem dito que a política de estímulos vai manter-se até que seja necessária.

Em janeiro, o BCE manteve a taxa de juro de referência nos 0% - taxa que determina o custo do crédito à economia - e a taxa de depósitos nos -0,4%, fazendo com que os bancos tenham de pagar para terem o dinheiro parqueado no banco central. Na altura, Draghi decidiu também manter o programa de compra de ativos, nos 80 mil milhões de euros até ao final de março, passando depois para os 60 mil milhões de euros até ao fim do ano.

Paula Cravina de Sousa


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