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Zona euro. Atividade económica aumenta em julho pela primeira vez desde fevereiro
Economia 2 min. 24.07.2020

Zona euro. Atividade económica aumenta em julho pela primeira vez desde fevereiro

Zona euro. Atividade económica aumenta em julho pela primeira vez desde fevereiro

Economia 2 min. 24.07.2020

Zona euro. Atividade económica aumenta em julho pela primeira vez desde fevereiro

A atividade empresarial na zona euro aumentou em julho pela primeira vez desde fevereiro e ao ritmo mais intenso em dois anos, devido ao desconfinamento na região, anunciou hoje a consultora IHS Markit.

A estimativa 'flash' do índice composto PMI (Purchasing Managers Index) da atividade total na zona euro publicada hoje é de 54,8 pontos em julho, mais de seis pontos acima do valor de junho, muito acima do mínimo de 13,6 de abril e finalmente superior aos 50 pontos que separam o crescimento da recessão.

Tanto a produção industrial como a atividade do setor dos serviços recuperaram o crescimento, registando as melhores taxas dos últimos dois anos, embora o setor terciário tenha registado dados ligeiramente melhores que os do setor secundário.

A procura foi reanimada pelos desconfinamentos e as novas encomendas recebidas também aumentaram pela primeira vez desde fevereiro, a um ritmo não visto desde outubro de 2018, embora tenham sofrido a perda das vendas para exportação.

Isto levou a uma queda das encomendas pendentes, que, embora menor do que nos meses anteriores, levou muitas empresas a reduzir ainda mais a sua força de trabalho, provocando a queda do emprego pelo quinto mês consecutivo, embora de forma mais moderada, e concentrando-se particularmente na indústria.


Diretora do FMI pede mais ação para recuperar a economia
"À medida que entramos na próxima fase da crise, uma ação de políticas mais aprofundada será necessária, bem como o aumento da cooperação internacional. O plano de ação do G20 é chave para este esforço", disse Kristalina Georgieva

Em relação ao futuro, as expectativas de atividade total durante os próximos 12 meses continuaram a melhorar em relação aos mínimos de março passado tanto na indústria como nos serviços, refletindo as expectativas de maior abertura económica.

Entretanto, os preços médios cobrados pelos produtos e serviços caíram pelo quinto mês consecutivo, o que as empresas atribuem à necessidade de oferecer descontos para incentivar as vendas.

A atenuação da deflação dos preços foi associada ao aumento dos custos, pois embora os custos das matérias-primas tenham continuado a diminuir, os gastos com pessoal e outros custos relacionados com a proteção contra a covid-19 aumentaram.

Em termos da análise por país, as empresas francesas lideraram a recuperação, indicando o segundo mês consecutivo de aumento da atividade total em ambos os setores económicos, enquanto na Alemanha a atividade total aumentou pela primeira vez desde fevereiro passado e, no resto da zona, a atividade regressou, embora mais moderadamente, ao crescimento, impulsionada pela indústria.

Para o economista chefe do IHS Markit Chris Williamson, apesar deste "início encorajador" para o terceiro trimestre, as empresas estão preocupadas com o facto da recuperação poder vacilar após esta retoma inicial.

Williamson observa que muitas empresas continuam a "reduzir a força de trabalho a um ritmo alarmante", preocupadas com o facto da procura subjacente poder não ser suficiente para sustentar a recente melhoria na atividade.

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