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Yuan desvaloriza e ultrapassa 'barreira psicológica' de sete para um face ao dólar
Economia 2 min. 05.08.2019

Yuan desvaloriza e ultrapassa 'barreira psicológica' de sete para um face ao dólar

Yuan desvaloriza e ultrapassa 'barreira psicológica' de sete para um face ao dólar

Foto: dpa
Economia 2 min. 05.08.2019

Yuan desvaloriza e ultrapassa 'barreira psicológica' de sete para um face ao dólar

Quando a taxa "onshore" cresce é um sinal de que o renminbi (nome oficial da moeda chinesa) está a enfraquecer.


As taxas de câmbio do yuan chinês face ao dólar norte-americano quebraram hoje a 'barreira psicológica' de sete para um, após o anúncio do Presidente dos Estados Unidos de impor novas tarifas aos produtos importados da China.

De acordo com o portal de notícias financeiras chinês Yicai, cada dólar foi trocado por 7,0258 yuans, de acordo com a taxa "onshore" - aquela operada nos mercados locais, a cotação mais alta desde abril de 2008.

Quando a taxa "onshore" cresce é um sinal de que o renminbi (nome oficial da moeda chinesa) está a enfraquecer, já que é mais caro para os detentores de yuan comprar dólares.

Enquanto isso, a taxa "offshore" - a que é operada em mercados internacionais como o de Hong Kong - subiu 1,38% e ficou em 7,0683 yuans por dólar norte-americano.

Foi a primeira vez que o yuan subiu acima de sete em relação ao dólar, considerado por muitos analistas uma 'barreira psicológica' para os investidores, desde que o mercado 'offshore' foi aberto em Hong Kong em 2010.

Um porta-voz do Banco Popular da China disse, citado pelo mesmo portal, que a depreciação do yuan é justificada por "medidas unilaterais e protecionismo comercial", bem como "a imposição de aumento de tarifas contra a China", numa clara referência ao último episódio da guerra comercial que Pequim e Washington mantêm desde março de 2018.

Na quinta-feira, o Presidente norte-americano Donald Trump anunciou a imposição de novas tarifas de 10% sobre produtos chineses avaliados em 300 mil milhões de dólares (270 mil milhões de euros) até 1 de setembro. O Ministério do Comércio da China respondeu que ia retaliar, sem adiantar pormenores.

Uma das principais queixas do Governo dos EUA no contexto do conflito comercial é de que Pequim manipula a moeda para evitar a valorização e, consequentemente, as exportações percam competitividade.

Um yuan mais fraco significa que os produtos chineses são mais baratos, o que pode ajudar a conter o efeito negativo das novas tarifas dos EUA sobre a competitividade da economia de Pequim.

Contudo, o Banco Popular da China indicou já que as flutuações do renminbi são ajustadas ao mercado, mas que a moeda chinesa "permanece estável e forte", garantindo ter "experiência, confiança e capacidade" para manter a estabilidade a um "nível apropriado" das taxas de câmbio no país.

Além disso, o banco central anunciou "mão dura" contra a especulação de curto prazo.

Lusa


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