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ULC pede ao Governo congelamento do imposto de CO2 sobre os combustíveis
Economia 3 min. 15.11.2021
Energia

ULC pede ao Governo congelamento do imposto de CO2 sobre os combustíveis

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ULC pede ao Governo congelamento do imposto de CO2 sobre os combustíveis

Foto: Marc Wilwert
Economia 3 min. 15.11.2021
Energia

ULC pede ao Governo congelamento do imposto de CO2 sobre os combustíveis

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
O organismo de defesa dos consumidores do Luxemburgo apela ao Executivo que não aumente, em janeiro, a taxa sobre as emissões de carbono face à subida de preços da gasolina e do gasóleo, no país.

A União Luxemburguesa dos Consumidores (ULC) apela ao Governo que congele o valor do imposto CO2 sobre os combustíveis. 

Num comunicado publicado esta segunda-feira, 15 de novembro, no seu site oficial, o organismo considera que a pressão dos preços dos combustíveis e o aumento registado no Luxemburgo justificam que o Governo não avance, já em janeiro de 2022, com uma subida da taxa de carbono sobre a gasolina e o gasóleo.

A ULC argumenta com o aumento dos preços dos combustíveis, nos últimos meses, e com a subida, em particular no Grão-Ducado. O país foi, entre os Estados-membros da União Europeia, aquele que teve o maior aumento anual nos valor dos combustíveis e lubrificantes para o transporte privado, registando um acréscimo de 30,7%, entre setembro de 2020 e setembro de 2021, segundo dados do Eurostat.


Luxemburgo foi o país da UE com a maior subida anual dos combustíveis
Preço de combustíveis para uso privado atingiu pico de 22,9%, em setembro, na União Europeia.

"No que diz respeito aos preços da gasolina, tendo em conta a situação insustentável, a ULC apela a um congelamento do imposto CO2 sobre a gasolina e o gasóleo e lamenta que o Governo continue ainda empenhado num novo aumento da taxa de CO2 a partir de 1 de janeiro de 2022", refere o organismo de defesa dos consumidores no seu comunicado, acrescentando também que o índice de preços no consumidor registou, no Luxemburgo, um aumento de 3,62%, "a maior subida desta taxa desde 2011".

No entanto, o imposto introduzido a 1 de janeiro deste ano, como parte dos compromissos climáticos do país, vai continuar a ser aplicado como reforçaram, na semana passada, os ministros da Energia, Claude Turmes, e da Economia, Franz Fayot.

A ULC contrapõe e lembra que "a taxa CO2 foi também neutralizada no cabaz de produtos indexados, para alinhar os salários e as pensões com a inflação". "Esta seria uma medida sensata, dado que muitos trabalhadores luxemburgueses ainda utilizam os seus automóveis para chegarem ao trabalho ou para cumprir as suas obrigações pessoais", argumenta a entidade, reivindicando o mesmo para o setor empresarial, "que precisa de servir os seus clientes".

O Governo anunciou o aumento de 200 euros no subsídio do custo de vida (subsídio de 'vida cara') para as famílias de baixos rendimentos, que deverá entrar em vigor em janeiro de 2022 e que deverá servir para atenuar os aumentos dos preços da energia e combustíveis. 


Governo descarta apoio extra para fazer face aos aumentos dos preços da energia e combustíveis
Aumento de 200 euros no subsídio de vida cara é, para já, o único reforço, confirmou o Ministério da Energia ao Contacto. OGBL considera que valores atuais não chegam.

No final de outubro, questionado pelo Contacto, o Ministério da Energia e do Ordenamento do Território descartava outros apoios adicionais, apesar dos protestos de vários setores e dos sindicatos, referindo não ter sido decidida, pelo Governo luxemburguês, "nenhuma outra ajuda para além do aumento do subsídio de custo de vida, em 200 euros".

No comunicado divulgado esta segunda-feira, a ULC indica que também já tinha apelado ao governo para atribuir uma "assistência financeira específica" às famílias de baixos rendimentos para as ajudar a pagar as suas faturas de energia - eletricidade e gás -, face aos sucessivos aumentos verificados, e que pediu ao Executivo que considerasse o "congelamento dos preços da energia, como já foi feito por exemplo, no nosso país vizinho, a França, para os preços do gás". Uma possibilidade, contudo, rejeitada pelo ministro da Energia, Claude Turmes.


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