Escolha as suas informações

UEL não concorda com aumento do salário social mínimo
Economia 23.11.2020

UEL não concorda com aumento do salário social mínimo

UEL não concorda com aumento do salário social mínimo

Economia 23.11.2020

UEL não concorda com aumento do salário social mínimo

Susy MARTINS
Susy MARTINS
A União das Empresas Luxemburguesas (UEL) declara-se “estupefacta” com a decisão do Governo de aumentar o salário social mínimo de 2,8% a partir de 1 de janeiro de 2021.

Segundo a UEL, no contexto atual de crise económica um tal aumento “não é sustentável”.

 A organização defende que este aumento do salário social mínimo “não só vai destruir os empregos existentes, mas também impedir a criação de novos postos de trabalho”.


Salário social mínimo vai aumentar 2,8% a 1 de janeiro
Há também o aumento de 10% do “subsídio de vida cara”, que passará de 1.320 euros para 1.452 euros.

A UEL fez as contas e diz que um aumento de 2,8% significa mais 60 milhões de euros que as empresas luxemburguesas têm de desembolsar. 

Para além disso destaca que “este aumento vai ter sobretudo um impacto nos setores que empregam maioritariamente trabalhadores remunerados com o salário mínimo”. Ora, são justamente esses setores, como a Horesca e o comércio, que mais padecem deste crise económica.

O anúncio do Governo de compensar as empresas que beneficiam do plano de recuperação com 500 euros por trabalhador que recebe o salário mínimo até ao final do mês de junho, é segundo a UEL um pequeno consolo, já que os custos salariais ligados a este aumento ficam para além da crise.

Por estas razões, a União das Empresas Luxemburguesas reivindica que o projeto de lei que estipula o aumento do salário mínimo seja, imediatamente retirado, e não vá a votos no Parlamento.  

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas

Nora Back: “Nós não temos de ter medo do patrão”
A recém eleita secretária-geral da central sindical OGBL fala sobre o mercado laboral no Luxemburgo e sobre o facto de muitos trabalhadores ainda terem medo de se sindicalizar. Aquela que deverá ser a futura presidente da OGBL considera que é altura de reduzir o número de horas trabalhadas e defende que um aumento de cem euros no salário mínimo não chega. Back refere ainda o momento crucial para os sindicatos, as eleições sociais em março de 2019 e as relações com o LCGB. “Teremos guerra eleitoral durante sete meses”, promete.
Nora Back.