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UE sem acordo para proibir importação de petróleo russo
Economia 2 min. 08.05.2022
Guerra na Ucrânia

UE sem acordo para proibir importação de petróleo russo

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UE sem acordo para proibir importação de petróleo russo

Foto: Dusan Cvetanovic/Pixabay
Economia 2 min. 08.05.2022
Guerra na Ucrânia

UE sem acordo para proibir importação de petróleo russo

Lusa
Lusa
Os Estados-membros da União Europeia (UE) não conseguiram chegar, este domingo, a um consenso para proibir as importações de petróleo da Rússia, como retaliação pela guerra na Ucrânia, devido à dependência energética de alguns países.

Os embaixadores dos países da UE estiveram este domingo reunidos, durante aproximadamente uma hora e meia, mas não conseguiram alcançar um acordo, mantendo-se o embargo petrolífero como o principal entrave ao sexto pacote de sanções contra o Kremlin, segundo fontes diplomáticas, citadas pela agência EFE.


Comissão Europeia propõe proibição de importações de petróleo russo até final do ano
A Rússia fornece 25% do petróleo e 45% do carvão importado pela UE.

Em causa está, sobretudo, a dependência de alguns países face à importação de petróleo da Rússia.

Contudo, alcançaram-se "avanços muito importantes", apesar de ainda haver trabalho a fazer para chegar a um acordo. Em particular, Budapeste, Bratislava e Praga querem assegurar um abastecimento suficiente para quando deixarem de importar crude russo, do qual são dependentes.

UE quer suspender importações por seis a oito meses

Durante a semana, a UE vai continuar com os contactos "a todos os níveis" para chegar "o mais rápido possível" a um acordo, adiantaram as mesmas fontes.

O executivo comunitário quer proibir as importações de petróleo russo para a União Europeia por seis meses, após a entrada em vigor das sanções.


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Dois meses de guerra da Rússia contra a Ucrânia engrossaram, até agora, um número trágico de mortes, refugiados, destruição e incerteza total sobre quando tudo isto acabará. E o que se passa no Leste da Europa é, cada vez mais, o desnorte na cúpula europeia.

No caso do petróleo refinado, a suspensão decorre durante oito meses.

As sanções também vetariam todos os possíveis serviços de assistência técnica, direta ou indireta e todo o serviço de intermediação, incluindo a financeira e os seguros, que estejam relacionados com a proibição ao petróleo russo.

Além disso, para evitar que os petroleiros russos possam esquivar-se das sanções, o texto pede a proibição do transporte de petróleo russo em todas as suas formas, incluindo transferências de carga "navio a navio" de embarcações russas para outras de outros países.

Hungria, Eslováquia e República Checa pedem mais tempo

Na frente financeira, Bruxelas propõe adicionar o Sberbank, o maior banco russo, à lista de instituições bancárias russas excluídas do sistema de transações internacionais SWIFT, assim como o Banco Agrícola da Rússia, 100% estatal, e o Banco de Crédito de Moscovo.


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Bruxelas também propôs sancionar mais indivíduos, como o coronel russo conhecido como "talhante de Bucha" ou o patriarca da Igreja Ortodoxa Russa, e 20 empresas ligadas ao Ministério da Defesa ou ao Exército russo, além de três meios de comunicação social.

Países como a Hungria, a Eslováquia ou a República Checa pedem que o período de transição para se livrarem deste combustível seja mais longo, apesar de Bruxelas ter levantado uma exceção para Budapeste e Bratislava.

Embora não tenha sido incluída originalmente no acordo, Praga também pediu publicamente um adiamento de dois ou até três anos para se desvincular do petróleo russo.

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A poucos dias, ainda não se sabe e os diplomatas vão ter nova reunião no domingo. O que se sabe é que num conselho dedicado à crise energética, segurança alimentar e militar provocadas pela guerra na Ucrânia, Zelensky fará uma intervenção por vídeo. O secretário-geral da União Africana, Macky Sall, é outro dos convidados por causa da fome que a falta de cereais pode provocar em África.