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UE pondera adiar embargo ao petróleo russo para avançar com outras sanções
Economia 3 min. 13.05.2022
Guerra na Ucrânia

UE pondera adiar embargo ao petróleo russo para avançar com outras sanções

Guerra na Ucrânia

UE pondera adiar embargo ao petróleo russo para avançar com outras sanções

Foto: Axel Heimken/dpa
Economia 3 min. 13.05.2022
Guerra na Ucrânia

UE pondera adiar embargo ao petróleo russo para avançar com outras sanções

Maria MONTEIRO
Maria MONTEIRO
A medida mais severa contra a Rússia pode ficar, para já, na gaveta devido aos pedidos de isenção de países como Hungria, Bulgária, Eslováquia e República Checa, e à necessidade de prosseguir com a aplicação do sexto pacote de sanções.

Os líderes europeus não desistiram do embargo petrolífero, mas esperam definir uma estratégia de retirada da energia russa que reúna consenso entre todos. Este deverá ser um tema central na próxima reunião dos ministros de Negócios Estrangeiros dos 27 estados-membros, agendada para segunda-feira, 16, em Bruxelas.


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Segundo a Bloomberg, deverá sair deste encontro uma proposta que permita à União Europeia (UE) alcançar a independência energética da Rússia até 2027, nomeadamente através do investimento a curto prazo em infraestruturas que assegurem o fornecimento aos países que dependem totalmente da energia russa.

A recusa de Viktor Orbán em declarar uma rutura da Hungria com o regime russo e a sua intransigência em aderir a um eventual embargo petrolífero, que considera demasiado prejudicial para a sua economia, têm atrasado os esforços de Bruxelas para aprofundar a pressão económica sobre Moscovo.

Bulgária também quer isenção do embargo

É, precisamente, para desbloquear as demais sanções que a UE pondera adiar a proibição das importações de petróleo russo, já que estas precisam do aval dos 27 países para serem executadas e estão, neste momento, num impasse. A Bloomberg relata que, de um lado, a resistência ao embargo ganha força entre vários países, mas, do outro, há vários diplomatas que defendem que retirar a proposta seria “um sinal de fraqueza”.

O sexto pacote de sanções foi anunciado no início do mês e prevê a saída de toda a banca russa do sistema de pagamento internacional SWIFT, o fim das emissões de órgãos de informação oficiais russos no território da UE, a proibição da prestação de serviços de consultoria e relações públicas a empresas russas a partir de solo europeu e a penalização de mais indivíduos ligados ao Kremlin.


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O embargo petrolífero, a mais severa das medidas para fazer pressão sobre Moscovo, determina que os países da UE deixem de importar crude durante os próximos seis meses e combustíveis refinados até ao início de janeiro. Além da Hungria, a Eslováquia e a República Checa reconheceram a inviabilidade de cumprir estes prazos, pois dependem substancialmente da energia russa.

A UE deu luz verde aos três países para adiar o corte ao petróleo russo até ao final de 2024, o que levou a Bulgária a exigir a mesma isenção do embargo na semana passada, sob pena de vetar todo o pacote de sanções.

Borrell quer "impulso político" dos 27

Viktor Orbán, o principal opositor de Bruxelas nesta matéria, já havia defendido que a proibição deveria ser discutida pelos líderes da UE numa cimeira e, esta quarta-feira, endureceu a sua posição ao dizer que só vai retirar a sua ameaça de veto se o embargo excluir as importações da Hungria através de oleodutos, cingindo-se ao transporte do petróleo por via marítima.


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Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia (CE),  deveria ter-se encontrado com Orbán por videochamada para discutir um possível compromisso no início da semana, mas a conversa foi adiada e ainda será reagendada.

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, garantiu aos jornalistas esta sexta-feira que vai pressionar os 27 ministros dos Negócios Estrangeiros a “dar o impulso político [necessário]” ao sexto pacote de sanções.


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A poucos dias, ainda não se sabe e os diplomatas vão ter nova reunião no domingo. O que se sabe é que num conselho dedicado à crise energética, segurança alimentar e militar provocadas pela guerra na Ucrânia, Zelensky fará uma intervenção por vídeo. O secretário-geral da União Africana, Macky Sall, é outro dos convidados por causa da fome que a falta de cereais pode provocar em África.