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UE. Hungria e Polónia põem em risco fundo de apoio aos países para combater crise
Economia 17.11.2020

UE. Hungria e Polónia põem em risco fundo de apoio aos países para combater crise

Primeiro-ministro húngaro Viktor Orban.

UE. Hungria e Polónia põem em risco fundo de apoio aos países para combater crise

Primeiro-ministro húngaro Viktor Orban.
Foto: AFP
Economia 17.11.2020

UE. Hungria e Polónia põem em risco fundo de apoio aos países para combater crise

Budapeste e Varsóvia acham abusivo critério do respeito pelo Estado de direito e os mais de 13 mil milhões de euros a fundo perdido para o plano de recuperação português estão em risco.

Enquanto o número de vítimas mortais e de novos casos continua a aumentar na Europa, a resposta financeira da União Europeia à crise pandémica está novamente na corda bamba. 

O pacote de empréstimos para suportar medidas dos diferentes governos com o objetivo de salvar empregos chamado SURE obteve luz verde da Comissão Europeia mas a Hungria e a Polónia bloquearam a aprovação final desta ferramenta de apoio financeiro.

De acordo com o DN, o pacote SURE vale 100 mil milhões de euros, tendo já sido acionadas propostas para emprestar mais de 90,3 mil milhões de euros a 18 países. Portugal deve receber um total de 5,9 mil milhões de euros, sabe-se desde final de agosto. 

Contudo, o bloqueio de Budapeste e Varsóvia pode complicar as contas e os prazos. A Comissão Europeia e as principais instituições envolvidas neste trabalho lamentaram a decisão. Bruxelas lembrou que o dinheiro é urgente para os países saírem desta crise, "a mais grave desde a Segunda Guerra Mundial", refere o DN.

Os dois países alegam que é inaceitável que não possam aceder aos novos fundos europeus caso não cumpram o critério do respeito pelo Estado de Direito. Dizem que este tipo de condição é uma ingerência da União Europeia nas suas soberanias nacionais.

Na reunião do conselho, foi aprovado o critério do respeito pelo Estado de Direito para aceder aos novos fundos. Até aqui só era necessária uma maioria qualificada. Ou seja, os 13 mil milhões de euros do fundo de recuperação português estão empatados enquanto estes países não concordarem com a medida.

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