Escolha as suas informações

UE e zona euro deverão entrar em recessão no final do ano
Economia 11.11.2022
Inflação em alta

UE e zona euro deverão entrar em recessão no final do ano

Inflação em alta

UE e zona euro deverão entrar em recessão no final do ano

Foto: Shutterstock
Economia 11.11.2022
Inflação em alta

UE e zona euro deverão entrar em recessão no final do ano

AFP
AFP
"A incerteza permanece excecionalmente elevada" devido à evolução imprevisível da guerra, advertiu o Comissário da Economia da UE.

Esta sexta-feira, Bruxelas ajustou ainda mais para baixo as suas previsões económicas para a Europa, numa altura em que se torna mais clara a recessão esperada no final do ano e as expectativas de inflação crescem de forma acentuada devido ao aumento dos preços da energia, ligado à guerra na Ucrânia.

"A UE, a zona euro e a maioria dos países-membros deverão entrar em recessão no último trimestre deste ano", prevê o executivo com sede em Bruxelas em comunicado.


Economia luxemburguesa caminha para a recessão
A mais recente análise conjuntural do Statec aponta recuos no PIB no segundo trimestre e traça um cenário mais negro para os próximos meses, que se poderá refletir numa subida do desemprego.

Embora espere a retoma do crescimento na primavera, a UE reviu drasticamente a sua previsão de progressão do PIB para 2023 para apenas 0,3% para os países que partilham a moeda única, em comparação com os 1,4% anteriormente esperados.

Isto deve-se às consequências da invasão russa da Ucrânia, que afetou a economia global, mas particularmente a Europa.

"A UE é uma das economias avançadas mais afetadas, devido à sua proximidade geográfica da zona de guerra e à sua forte dependência das importações de gás da Rússia", vincou a Comissão Europeia.

Esperado pico de preços no final de 2022

"A crise energética está a corroer o poder de compra das famílias e a pesar na produção. Os indicadores de confiança caíram bruscamente", afirmou o executivo. Como resultado, "os números esperados para 2023 são significativamente mais baixos para o crescimento e mais altos para a inflação."

Bruxelas reviu em alta a sua previsão para a inflação da zona euro em 2023 para 6,1%, contra apenas 4% anteriormente, mas espera que os aumentos de preços voltem a descer após um pico no final de 2022.


Preços das matérias-primas começam a descer
Diminuição dos preços não é, no entanto, comum a todas as matérias-primas.

Para 2022 como um todo, Bruxelas espera que a inflação seja superior aos 8,5% esperados, em comparação com 7,6% anteriormente.

"A incerteza permanece excecionalmente elevada" devido à evolução imprevisível da guerra, advertiu o Comissário da Economia da UE, Paolo Gentiloni, numa conferência de imprensa. "O risco é sobretudo de números ainda piores", disse.

O Contacto tem uma nova aplicação móvel de notícias. Descarregue aqui para Android e iOS. Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas

Ministros das Finanças dos 19 países da zona euro concluíram que a queda não será tão grande porque as economias já estavam a recuperar quando começou a guerra. Mas a inflação em média já chegou aos 7% e as incertezas são muitas.
A maior associação representativa das transportadoras aéreas na UE, destaca que, de momento, as reservas para o verão "serão sempre melhores do que em 2020", ano afetado pela covid-19, mas a guerra na Ucrânia e a inflação vieram trazer novas incertezas.
O Luxemburgo deverá crescer este ano 3,1%, 3,2% em 2016 e 3% em 2017. Na zona euro, o Luxemburgo só é ultrapassado por Malta e pela Irlanda, segundo as previsões económicas da Comissão Europeia divulgadas hoje.
O sector bancário continua a ser o motor da economia luxemburguesa