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Ucrânia forneceu mais de um terço do milho importado por Portugal em 2021
Economia 4 min. 08.04.2022 Do nosso arquivo online
INE

Ucrânia forneceu mais de um terço do milho importado por Portugal em 2021

INE

Ucrânia forneceu mais de um terço do milho importado por Portugal em 2021

Economia 4 min. 08.04.2022 Do nosso arquivo online
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Ucrânia forneceu mais de um terço do milho importado por Portugal em 2021

Lusa
Lusa
O país foi o principal fornecedor de milho a Portugal em 2021, sendo a origem de mais de um terço do milho importado, enquanto da Rússia as principais importações foram os óleos de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos produtos).

 A Ucrânia foi o principal fornecedor de milho a Portugal em 2021, sendo a origem de mais de um terço do milho importado, enquanto da Rússia as principais importações foram os óleos de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos produtos), segundo o INE.

Em 2021, o milho importado da Ucrânia representou 34,7% das importações nacionais deste produto. Segundo o INE, na União Europeia, apenas os Países Baixos apresentaram uma maior dependência do milho da Ucrânia (39,7%).

Aliás, entre 2017 e 2021, a Ucrânia foi sempre o principal fornecedor de milho, representando, em média, 34,4% das importações nacionais deste produto.

E ainda o óleo de girassol em bruto...   

Devido sobretudo ao milho, das importações da Ucrânia, os produtos agrícolas foram o grupo mais representativo (peso médio de 73,5% face ao total). A seguir ao milho, o segundo produto com maior relevância no conjunto dos produtos agrícolas importados da Ucrânia foi o óleo de girassol em bruto (exceto para usos técnicos ou industriais), representando a Ucrânia 51,4% das importações portuguesas deste produto.

As sementes de nabo silvestre ou de colza constituíram o terceiro produto mais importante nas importações de produtos agrícolas da Ucrânia, com um peso de 30,6% no total das importações nacionais deste produto.

A seguir aos produtos agrícolas, os outros grupos de produtos mais importados por Portugal da Ucrânia foram metais comuns (19,1%), essencialmente ferro fundido, ferro e aço), máquinas e aparelhos (1,4%), produtos alimentares (1,2%) e madeira e cortiça (1,1%). No seu conjunto, estes cinco grupos de produtos representaram, em média, 96,2% das importações da Ucrânia.

Já da Rússia, em 2021, os principais produtos importados por Portugal foram os óleos de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos), representando 16,3% do total importado o ano passado destes produtos. Segue-se o gás natural liquefeito, representando 16,6% do total.

Ainda assim, diz o INE, que estas proporções são inferiores à média da UE (17,5% e 33,5%, respetivamente).

"Apenas na importação de óleos e outros produtos provenientes da destilação dos alcatrões de hulha a alta temperatura a proporção foi a mais elevada de todos os países da UE atingindo 91,2% [em Portugal], face a 35,1% de valor médio da UE", acrescenta o instituto de estatística.

Importações no valor de 297 milhões de euros em 2021   

O INE refere ainda que, entre 2017 e 2021, as transações com a Ucrânia representaram 0,1% das exportações totais e 0,3% das importações. O valor mais elevado nas importações foi em 2021 com 297 milhões de euros.

Já com a Rússia, no mesmo período, as exportações para esse país representaram 0,3% das exportações totais e as importações 1,5% das importações totais. Em 2017, as importações da Rússia atingiram o valor mais elevado, de 1.577 milhões de euros, sendo 74,5% deste valor correspondente a óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos (nesse ano, a Rússia foi o principal fornecedor desse produto a Portugal).

Ainda entre 2017 e 2021, diz o INE, houve sempre défices da balança comercial de Portugal com a Ucrânia e com a Rússia.

Segundo o INE, nas trocas com a Ucrânia, o mais elevado registou-se em 2021, com um défice de 261 milhões de euros. No comércio com a Rússia, o défice mais elevado observou-se em 2017, de 1.397 milhões de euros.

Já em 2020 registaram-se os défices mais reduzidos nas transações com ambos os países, correspondentes a 175 milhões de euros nas trocas com a Ucrânia e 335 milhões de euros nas trocas com a Rússia, o que, segundo o INE, acompanhou "a evolução do défice global das transações portuguesas que, nesse ano, foi fortemente influenciado pela pandemia da covid-19".

Já nos primeiros dois meses deste ano (dados disponíveis), diz o INE que as importações da Ucrânia aumentaram 14,3% em relação ao mesmo mês de 2021 e 6,1% relativamente a janeiro de 2020. Tanto em janeiro e fevereiro, segundo os quadros disponibilizados pelo INE, as importações da Ucrânia foram superiores a 30 milhões de euros.

Importações da Rússia aumentaram 91,8% face ao mesmo mês de 2021   

Nas importações provenientes da Rússia, em janeiro aumentaram 16% face a 2021 e em fevereiro aumentaram 91,8% face ao mesmo mês de 2021 (98,9% e 425,7% em relação a 2020). Em janeiro, segundo os quadros disponibilizados pelo INE, as importações da Rússia foram de cerca de 100 milhões de euros e em fevereiro de quase 160 milhões de euros.

"Estes acréscimos [nas importações com a Rússia] deveram-se sobretudo aos combustíveis e lubrificantes, refletindo, o aumento dos preços face aos dois anos anteriores e também as menores restrições à mobilidade e atividade económica associadas à pandemia covid-19 nos dois primeiros meses de 2022 comparativamente com o mesmo período de 2021", explica o INE.

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