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Tripartida. Sindicatos insistem na urgência de reavivar o diálogo social
Economia 2 min. 20.01.2021

Tripartida. Sindicatos insistem na urgência de reavivar o diálogo social

Tripartida. Sindicatos insistem na urgência de reavivar o diálogo social

Getty Images
Economia 2 min. 20.01.2021

Tripartida. Sindicatos insistem na urgência de reavivar o diálogo social

Numa tentativa de antecipar uma nova tripartida, os sindicatos querem voltar a sentar-se à mesa com o Governo e os patrões para rever a estratégia nacional.

Com a pandemia a deixar um rasto de insegurança e colocar as famílias numa situação económica cada vez menos favorável, OGBL, LCGB e CGFP convergem na importância de rever a estratégia nacional. 

Numa carta enviada ao primeiro ministro, Xavier Bettel, as estruturas sindicais batem-se pela antecipação da reunião que coloca frente a frente representantes dos trabalhadores, Governo e representantes dos patrões. 

A nova tripartida serviria para fazer um balanço do panorama luxemburguês com as falências e os planos de reestruturação empresarial em pano de fundo. Apesar de ter sido enviada há duas semanas, como relata a edição francesa do Wort, a missiva não teve, no entanto, qualquer resposta do Executivo luxemburguês. Já lá vão seis meses desde que os parceiros sociais se sentaram na última mesa redonda, em julho de 2020. 

Neste sentido, a presidente da OGBL reitera que "é tanto mais lamentável quanto a crise torna a troca de pontos de vista indispensável". Nora Back acrescenta que "no verão passado, todos pareciam concordar que uma segunda ronda [negocial] era indispensável" para acompanhar e coordenar uma resposta que não destrua por completo o tecido laboral do Grão-Ducado. "Chegou portanto o momento de retomar um diálogo social, cuja eficácia foi saudada por todos os parceiros sociais, incluindo a UEL", remata.


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"Seja para o setor privado, seja para os trabalhadores independentes ou funcionários públicos, é evidente que as situações mudaram e que a resposta do país deve ser adaptada a uma nova realidade", observa um representante da Confederação Geral da Função Pública, citado pelo Wort. Governo e patrões não parecem convencidos. 

Questão de tempo 

Tal como em novembro, a União das Empresas Luxemburguesas (UEL) não alinha na urgência do encontro. "Tínhamos acordado que se houvesse outra reunião tripartida, esta seria realizada assim que pudéssemos ter uma melhor visão da possível recuperação. Acabamos de sair de um semi-reconfinamento, e encontrarmo-nos de novo parece um pouco prematuro", observa o diretor Jean-Paul Olinger. 

Sem colocar o calendário dos sindicatos fora de questão, embora preservando uma distância de segurança, a UEL compromete-se a responder "favoravelmente a qualquer convite" para um tripartido, se este vier do Governo. "Neste momento, Xavier Bettel e os seus ministros ainda estão a implementar a sua estratégia. Os intercâmbios setoriais ou intra-empresa permitem aos parceiros sociais reagir caso a caso, e isto funciona bem", assinalam os patrões. 

"Estamos a falar alto e bom som sobre o tratamento indigno dos trabalhadores independentes atingidos pela crise; não ouço muito dos sindicatos sobre o assunto. Se for apropriado, porque não discutir também os seguintes tópicos relevantes: remuneração por atividade versus inactividade durante a crise, o acordo colectivo no setor hospitalar ou o mecanismo para aumentar o salário mínimo social", critica Jean-Paul Olinger.

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