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Tribunal de Luanda arresta contas bancárias de Isabel dos Santos
Economia 31.12.2019

Tribunal de Luanda arresta contas bancárias de Isabel dos Santos

Tribunal de Luanda arresta contas bancárias de Isabel dos Santos

Foto: AFP
Economia 31.12.2019

Tribunal de Luanda arresta contas bancárias de Isabel dos Santos

O arresto surge na sequência de uma providência cautelar interposta pelo Estado angolano.

O Tribunal de Luanda ordenou o arresto de contas bancárias e de participações de Isabel dos Santos e do marido Sindika Dokolo, nas empresas onde são acionistas. A decisão abrange ainda Mário Leite Silva, administrador de Isabel dos Santos em várias empresas por ela detidas e atualmente presidente do conselho de administração do Banco de Fomento de Angola.

No caso de Isabel dos Santos e do marido estão em causa os saldos existentes em contas bancárias no Banco Internacional de Crédito (BIC), Banco de Fomento de Angola (BFA), Banco Angolano de Investimento (BAI) e Banco Económico (BE).

Além disso, foram arrestadas preventivamente participações em empresas como a ZAP Midia SA, Finstar, Cimangola, Condia, sociedade de distribuição de Angola, Sodiba, sociedade de distribuição de bebidas de Angola, Sodiaba Participações, entre outras.

A empresária angolana já reagiu à notícia através do Twitter, afirmando que a verdade "há de imperar" e deixando à sua equipa uma "mensagem de tranquilidade e confiança".

O arresto surge, segundo o Jornal de Negócios, que cita o despacho do Tribunal Provincial de Luanda, na sequência de uma providência cautelar interposta pelo Estado angolano. Este defendia que Isabel dos Santos e o seu marido, Sindika Dokolo, utilizaram fundos de empresas públicas para fazerem negócios, não tendo pago os mesmos. O jornal público cita as empresas públicas Sodiam (diamantes) e Sonangol (petróleo).

O despacho afirma ainda que Isabel dos Santos “por intermédio do seu sócio Leopoldino Fragoso do Nascimento, está a tentar transferir alguns dos seus negócios para a Rússia, tendo a Polícia Judiciária portuguesa interceptado uma transferência de dez milhões de euros que se destinava à Rússia”.

O documento adianta que em causa estão perdas para o Estado angolano superiores a mil milhões de dólares.


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