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Luxemburgo. Número de horas efetivas de trabalho diminuiu apenas 4% no ano da pandemia
Economia 26.07.2021
Trabalho

Luxemburgo. Número de horas efetivas de trabalho diminuiu apenas 4% no ano da pandemia

O teletrabalho foi uma realidade para milhões de pessoas em todo o mundo.
Trabalho

Luxemburgo. Número de horas efetivas de trabalho diminuiu apenas 4% no ano da pandemia

O teletrabalho foi uma realidade para milhões de pessoas em todo o mundo.
Foto: Chris Karaba
Economia 26.07.2021
Trabalho

Luxemburgo. Número de horas efetivas de trabalho diminuiu apenas 4% no ano da pandemia

Sandro CABETE DOS SANTOS
Sandro CABETE DOS SANTOS
As maiores quedas nas horas de trabalho foram registadas na Grécia, Espanha, Portugal e Itália, países fortemente afetados pela pandemia.

O Luxemburgo foi o segundo país da União Europeia (UE) com a menor queda de horas efetivas de trabalho em 2020, com - 4,1%, segundo o último balanço divulgado pelo gabinete de estatísticas europeu, o Eurostat. 

As maiores quedas nas horas de trabalho foram registadas na Grécia (-19,7 %), Espanha (- 19,5 %), Portugal e Itália (ambos - 19%), países fortemente afetados pela pandemia. 

Em sentido contrário, os países da UE onde as horas trabalhadas pouco se alteraram (com redução inferior a 5 %), foram a Finlândia (-4,4%), Luxemburgo e Dinamarca (ambos - 4,1 %) e os Países Baixos (-3,2 %).

No geral, em 2020 o número de horas efetivas trabalhadas no conjunto dos 27 Estados-membros diminuiu 12% em comparação com o ano anterior. A forte redução é explicada pelas medidas tomadas em resposta à pandemia da covid-19, que levou muitas pessoas a ter de alternar entre mais períodos de ausência do trabalho em 2020. 

A tendência foi verificada em todos os Estados europeus. No total da UE, as dispensas temporárias dispararam de 0,5 milhões de empregados em 2019 para 3,9 milhões em 2020. Outros 5,8 milhões de pessoas trabalharam menos por outros motivos, como a licença parental. Em comparação com esta última, em 2019, eram 4,7 milhões revelam os dados.

No caso do Luxemburgo, por exemplo, a licença por razões familiares durante o pico da pandemia, em que escolas e creches estiveram encerradas, que permitiu a um dos pais do agregado poder ausentar-se do trabalho sem perda de rendimento.

Em toda a UE, 26,9 milhões de pessoas empregadas relataram ter trabalhado menos horas do que o habitual no ano da pandemia, contra 24,4 milhões no ano anterior.  

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