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Teletrabalho continua a ser regra no Luxemburgo
Economia 22.12.2020

Teletrabalho continua a ser regra no Luxemburgo

Teletrabalho continua a ser regra no Luxemburgo

Pixabay
Economia 22.12.2020

Teletrabalho continua a ser regra no Luxemburgo

"O teletrabalho deve ser reforçado e tornar-se a regra sempre que possível", reforçou o primeiro-ministro.

Entre as várias medidas anunciadas pelo Governo para travar a propagação do novo coronavírus e evitar a todo o custo uma eventual terceira vaga, Xavier Bettel optou por arrancar o discurso do "novo confinamento" com a urgência de reforçar do regime de trabalho à distância, impedindo que os escritórios possam tornar-se num foco de contaminação ainda maior. 

O prolongamento dos acordos execionais que permitem aos fronteiriços belgas, alemães e franceses manter-se em teletrabalho até  junho, já tinha aberto caminho à manutenção da opção que no Grão-Ducado começou, ainda tímida, com o encerramento parcial dos escritórios da Ferrero, em Findel, logo em fevereiro. 

Agora, no período que se segue, é mesmo para cumprir. Dentro de poucos dias o Ministério do Trabalho deverá emitir um memorando sobre a matéria. "O teletrabalho deve ser reforçado e tornar-se a regra sempre que possível", insistiu o líder do Governo luxemburguês num aviso aos patrões e aos trabalhadores. 

Sempre que possível 

"É nos escritórios partilhados que o risco é maior. Os gestos de barreira nem sempre são respeitados, especialmente durante os intervalos. Já para não falar do problema da partilha de automóveis", alertou a Ministra da Saúde, Paulette Lenert. De facto, ainda que as fontes de contaminação da covid-19 sejam variadas, o último balanço dá conta de um aumento do número de infeções contraídas em ambiente de laboral. 

Citados pelo L'Essentiel, os sindicatos convergem na ideia que o regime de trabalho à distância deve continuar a ser privilegiado. Mantém também reservar sobre eventuais alterações legislativas que perpetuem a prática com penalizações associadas aos trabalhadores. 

Pouco convencido, Christophe Knebeler da LCGB diz que a comunicação o Governo "não é uma grande mudança, uma vez que um empregador não pode impor teletrabalho ao seu empregado e vice-versa" dado o vazio legal no que respeita à legislação laboral. Acrescenta que para pelo menos 50% dos setores luxemburgueses o teletrabalho continua a ser impossível. Exemplo disso são os trabalhadores da saúde ou do comércio, na linha da frente desde meados de março. 


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