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TAP está a negociar devolução de alguns aviões
Economia 04.11.2020 Do nosso arquivo online

TAP está a negociar devolução de alguns aviões

TAP está a negociar devolução de alguns aviões

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Economia 04.11.2020 Do nosso arquivo online

TAP está a negociar devolução de alguns aviões

Lusa
Lusa
Companhia aérea está a ser objeto de um plano de reestruturação, na sequência da autorização de injeção de capital, pela Comissão Europeia, para fazer face ao impacto da pandemia da covid-19 no setor.

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, afirmou hoje, no parlamento, que a TAP está a abandonar encomendas que já estavam feitas e a "negociar a devolução de alguns aviões".


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"Não estamos a receber nenhum avião novo, antes pelo contrário, nós abandonámos as encomendas que já estavam feitas e estamos a negociar a devolução de alguns aviões", afirmou o governante no parlamento, quando questionado pelo deputado do PSD Cristóvão Norte sobre a TAP continuava a receber aviões.

Pedro Nuno Santos falou na audição conjunta das comissões parlamentares de Orçamento e Finanças e da Economia, Inovação, Obras Públicas, no âmbito da apreciação, na especialidade, da proposta do Orçamento do Estado para 2021 (OE2021).

Posteriormente, o ministro referiu que a TAP recebeu um avião que já estava pago, já há alguns meses, mas reiterou que "a empresa está a reduzir a frota".

O governante referiu que a autorização que foi feita por Bruxelas foi uma injeção "para garantir liquidez da tesouraria da empresa até final do ano" e que, até essa altura, "a TAP tem de desenvolver um plano de reestruturação que garanta à Comissão Europeia a viabilidade para os próximos 10 anos".


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É no quadro "desse plano de reestruturação, onde vão estar elencadas um conjunto de medidas de reestruturação que vão ter de ser feitas sobre quais são as necessidades em termos de injeção adicional e, por isso, é só nesse momento e na negociação com a Comissão Europeia que vamos conseguir identificar o valor que é necessário para promover a recuperação da empresa", explicou, em resposta ao PSD.

"Estes 1.200 milhões de euros são uma injeção de emergência para garantir que a companhia continua a operar enquanto o plano de reestruturação é desenhado", salientou Pedro Nuno Santos.

"Estamos a poucas semanas" do plano de reestruturação, disse.

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