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Suíça, a neutra, junta-se às sanções financeiras da UE contra a Rússia
Economia 3 min. 28.02.2022 Do nosso arquivo online
Guerra

Suíça, a neutra, junta-se às sanções financeiras da UE contra a Rússia

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Suíça, a neutra, junta-se às sanções financeiras da UE contra a Rússia

Foto: REUTERS
Economia 3 min. 28.02.2022 Do nosso arquivo online
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Suíça, a neutra, junta-se às sanções financeiras da UE contra a Rússia

Redação
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O presidente suíço justificou esta posição, de um país conhecido pela sua neutralidade, com o " ataque militar sem precedentes da Rússia contra um Estado europeu soberano".

A Suíça aliou-se à União Europeia (UE) nas sanções financeiras aos dirigentes russos, como resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia.

As sanções visam o presidente russo Vladimir Putin, o primeiro-ministro Mikhail Mishustin e o Ministro dos Negócios Estrangeiros Sergei Lavrov. 


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"A Suíça está também a aplicar as sanções financeiras impostas pela UE ao presidente russo Vladimir Putin, ao primeiro-ministro Mikhail Mishustin e ao ministro dos Negócios Estrangeiros Sergey Lavrov com efeito imediato", afirmou o Conselho Federal da Suíça numa declaração, citada pela agência de notícias russa Interfax.

"Esta é uma medida de grande alcance da Suíça", disse o presidente da confederação helvética Ignazio Cassis numa conferência de imprensa após uma reunião extraordinária do governo federal suíço. 

O governante justificou que "o ataque militar sem precedentes da Rússia contra um Estado europeu soberano levou o Conselho Federal a alterar a sua prática atual em matéria de sanções", disse uma declaração citada pela AFP.

O Conselho Federal "está a dar este passo com convicção, de forma ponderada e inequívoca", insistiu Cassis, ao mesmo tempo que continua a oferecer os bons ofícios do país alpino, que está muito interessado em preservar a sua neutralidade. 

Restrições aos oligarcas 

A ministra das Finanças, Ueli Maurer, salientou que os bens das personalidades e entidades constantes da lista negra da UE "foram congelados com efeito imediato". 

A ministra da Justiça Karin Keller-Sutter disse que cinco oligarcas russos ou ucranianos "muito próximos de Vladimir Putin" e com fortes laços económicos com a Suíça foram "imediatamente proibidos de entrar " no país. 


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Estas pessoas - cujos nomes a Suíça não quer tornar públicos mas que estão na lista negra europeia - não têm autorização de residência mas têm importantes "ligações económicas, especialmente nas finanças e no comércio de mercadorias", acrescentou a ministra. 

Tal como a UE aunciou no domingo, a Suíça também fechou o seu espaço aéreo a partir desta segunda-feira a todos os voos provenientes da Rússia e a todos os movimentos aéreos de aviões russos, incluindo aviões privados. Apenas "voos para fins humanitários, médicos ou diplomáticos", estão isentos desta proibição. 

 As autoridades suíças, que estavam relutantes em aplicar sanções proporcionais à invasão russa da Ucrânia, estavam sob forte uma pressão durante vários dias para se alinharem com a UE e os EUA. 

A maioria dos partidos políticos, com exceção da ala radical de direita SVP - à qual pertence o Sr. Maurer - apelava a um gesto mais forte. No sábado, as dezenas de milhares de suíços que marcharam em apoio ao povo ucraniano também apelaram a sanções mais duras.

O Conselho Federal declarou contudo que "a Suíça continuará a examinar individualmente cada novo pacote de sanções impostas pela UE". 

Embora a Rússia seja apenas o 23º maior parceiro comercial da Suíça, os bancos do país alpino estão entre os preferidos pelos milionários para investirem o seu dinheiro. 

De acordo com estatísticas do Banco de Pagamentos Internacionais, as responsabilidades dos bancos suíços para com clientes russos ascenderam a 23 mil milhões de dólares no terceiro trimestre de 2021, dos quais 21,4 mil milhões de dólares sob a forma de depósitos. 

Os oligarcas russos também têm interesses económicos em grandes empresas suíças. Além disso, 80% do comércio russo de petróleo e gás é feito na Suíça, de acordo com estimativas citadas na imprensa suíça, ao mesmo tempo que o país acolhe grandes empresas de comércio de mercadorias como a Gunvor, Trafigura ou Glencore.

Com agências

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