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Setor público no Grão-Ducado é um dos menos corruptos do mundo
Economia 2 min. 03.02.2019 Do nosso arquivo online

Setor público no Grão-Ducado é um dos menos corruptos do mundo

Setor público no Grão-Ducado é um dos menos corruptos do mundo

Foto: Lee Jae-Won/Reuters
Economia 2 min. 03.02.2019 Do nosso arquivo online

Setor público no Grão-Ducado é um dos menos corruptos do mundo

Luxemburgo ocupa o nono lugar em 180 países. Associação Transparência Internacional destaca dois países a manter debaixo de olho: Estados Unidos e Brasil.

O setor público luxemburguês é percecionado como um dos menos corruptos. O país surge no nono lugar num ranking de 180 países. O estudo é da associação Transparência Internacional sobre a perceção da corrupção no setor público de 180 países em 2018.

O Luxemburgo conseguiu uma pontuação de 81 em 100, menos um ponto do que o registado em 2017. Este ligeiro decréscimo não foi suficiente para fazer o país descer de posição face a 2017: o Grão-Ducado manteve-se no nono lugar com o Canadá. O índice de transparência é considerado o indicador global mais importante sobre a corrupção no setor público.

No último lugar surge a Somália com apenas dez pontos. Em primeiro, inabalável, está a Dinamarca, com 88 pontos. O país está a ser agitado por um escândalo financeiro que implica o Danske Bank. A instituição dinamarquesa está envolvida num esquema de lavagem de dinheiro – cerca de 200 mil milhões de euros – feito através da sua unidade na Estónia.

Desde 2012, apenas 20 países registaram melhorias significativas na sua pontuação, incluindo Estónia e Costa do Marfim. Pelo contrário 16 pioraram a sua pontuação, incluindo a Austrália, Chile e Malta. Portugal, por exemplo melhorou a pontuação, atingindo os 64 pontos. No entanto, acabou por cair para o 30° lugar.

A associação transparência Internacional realça dois países que considera deverem ficar sob observação. Com uma pontuação de 71, menos quatro pontos do que em 2017, os Estados Unidos ficaram este ano de fora do top 20, pela primeira vez desde 2011. Além da maior economia mundial, o Brasil desceu dois pontos, para a 35a posição, o resultado mais baixo em sete anos. Isto numa altura em que o novo presidente, Jair Bolsonaro, “promete acabar com a corrupção” ao mesmo tempo que “deixa claro que vai governar com pulso firme, ameaçando muitos dos avanços democráticos conseguidos pelo país”. Bolsonaro tem sido abertamente favorável ao reforço do poder militar e tem criticado a comunidade homossexual.

A líder da Transparência Internacional, Delia Ferreira Rubio, estabelece uma relação direta entre “uma democracia saudável e um combate bem sucedido à corrupção no setor público”. “A corrupção tem uma probabilidade maior de florescer onde os alicerces democráticos são fracos, como se vê em muitos países, onde políticos populistas e anti-democráticos podem usá-la [à corrupção] para seu proveito”, afirmou.

Corrupção custa 687 milhões no país

Este estudo é publicado pouco mais de um mês depois de o grupo Os Verdes/Aliança Livre Europeia do Parlamento Europeu ter divulgado um relatório, segundo o qual a corrupção no Luxemburgo custa 687 milhões de euros, cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB). Aquele valor equivale, segundo o relatório publicado no início de dezembro do ano passado, a 1,2 vezes o orçamento destinado às políticas de combate ao desemprego e a um terço dos gastos do Estado luxemburguês com a educação. Segundo as contas do grupo parlamentar europeu, aquele valor daria para pagar o ordenado médio de 38.631 euros a 17.800 pessoas. No total da União Europeia, os custos da corrupção podem ascender aos 950 milhões de euros.

Paula Cravina de Sousa com Diana Alves


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