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Secretário-geral da Horesca não acredita na reabertura do setor este mês
Economia 2 min. 01.03.2021

Secretário-geral da Horesca não acredita na reabertura do setor este mês

Setor pediu ao Governo a aberturas das esplanadas a partir de 14 de março mas federação acha que pedido não vai ser acedido.

Secretário-geral da Horesca não acredita na reabertura do setor este mês

Setor pediu ao Governo a aberturas das esplanadas a partir de 14 de março mas federação acha que pedido não vai ser acedido.
Foto: Gerry Huberty/Luxemburger Wort
Economia 2 min. 01.03.2021

Secretário-geral da Horesca não acredita na reabertura do setor este mês

Diana ALVES
Diana ALVES
Atuais medidas restritivas de combate à pandemia, que impõem o fecho de cafés e restaurantes, vão estar em vigor pelo menos até ao dia 14 de março.

O secretário-geral da Horesca, François Koepp, está pouco otimista quanto à reabertura de cafés e restaurantes ainda este mês. É certo que cafés e restaurantes continuem encerrados ao público pelo menos até 14 de março, mas o que acontecerá depois disso ainda é uma incógnita. E do lado da Horesca a esperança é pouca. 

Ouvido esta segunda-feira pela Rádio Latina, o secretário-geral da federação frisou que o seu "pressentimento é que a abertura não aconteça antes do dia 1 ou 2 de abril". "Eu quero que os restaurantes abram a 15 de março [...], mas estou cada vez menos confiante", disse o responsável, fazendo referência àquilo que se passa nos países vizinhos e também à posição do Governo sobre a reabertura das esplanadas.

A federação da Horesca pediu na semana passada ao Governo para que estes espaços possam avançar com uma "abertura imediata" das esplanadas, como forma de preparar a retoma da atividade no setor. No entanto, isso também não deverá acontecer nos próximos dias. "O feedback que recebemos do Governo é que, para já, isso não será possível", disse Koepp à Rádio Latina.

Uma decisão que a federação está a ter dificuldades em digerir, sobretudo numa altura em que as temperaturas sobem e, segundo Koepp, se começa a ver "grupos de várias pessoas sentadas à mesma mesa nos parques, sem que sejam sujeitas a qualquer tipo de controlo". O responsável considera que seria mais prudente autorizar a abertura das esplanadas, onde os clientes ficam obrigados a respeitar as medidas de segurança, incluindo o limite de quatro pessoas por mesa e a devida distância entre mesas.


Horeca. Mais apoios, pausa na contestação
À espera "para ver no que dá", o movimento que está por detrás das manifestações que têm invadido a centro da capital vai guardar os cartazes em casa esta semana. Restaurantes e bares voltam à carga se os novos apoios não funcionarem, como explicou ao Contacto um dos porta-vozes do Horeca Tous Ensemble.

A Horesca exige por isso explicações e números que justifiquem a não abertura daqueles espaços ao ar livre, e garante que vai continuar a insistir no assunto. François Koepp espera que o setor possa reabrir o mais tardar no início de abril e vê esta reabertura como uma forma de ajudar também o setor do comércio. "Durante a semana, a atividade no comércio é fraca porque os restaurantes não estão abertos", alerta o responsável. 

Os cafés e restaurantes estão em encerramento forçado desde o final de novembro devido à pandemia da covid-19. A situação já levou milhares de profissionais do setor a sair à rua em protesto. 

(Diana Alves, jornalista da Rádio Latina)

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