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Saldos arrancam amanhã. CLC contra suspensão das aberturas ao domingo
Economia 19.01.2021

Saldos arrancam amanhã. CLC contra suspensão das aberturas ao domingo

Saldos arrancam amanhã. CLC contra suspensão das aberturas ao domingo

Foto: Chris Karaba/Luxemburger Wort
Economia 19.01.2021

Saldos arrancam amanhã. CLC contra suspensão das aberturas ao domingo

Diana ALVES
Diana ALVES
Organização patronal considera que o tiro sairá pela culatra.

A Confederação Luxemburguesa do Comércio (CLC) qualifica de "incompreensível" a decisão do Governo de suspender a abertura das lojas ao domingo durante os saldos de inverno, que começam esta quarta-feira, 20 de janeiro. 

A decisão foi anunciada na semana passada pelo ministro das Classes Médias, Lex Delles, e visa evitar grandes concentrações nos estabelecimentos comerciais face à situação sanitária atual. Assim, nenhuma loja do país poderá abrir as portas nos domingos 24 e 31 de janeiro e 7 e 14 de fevereiro. Mas a notícia não foi bem recebida por todos, com a CLC a frisar que "o argumento sanitário usado não é sustentado por uma análise factual". A organização patronal considera, aliás, que o tiro sairá pela culatra, defendendo que manter os comércios abertos ao domingo permitiria 2repartir a afluência por um dia suplementar, diminuindo assim a densidade média de clientes nos comércios". 

E diz ainda não ter qualquer sombra de dúvida de que a decisão tomada pelo Executivo só vai aumentar a presença de clientes nas lojas aos sábados. A CLC sublinha ainda o facto de a vizinha França ter autorizado a abertura das lojas ao domingo durante o período de saldos, o que, no seu entender, acabará por empurrar os consumidores para o lado de lá da fronteira, "para um país onde a situação sanitária atual é menos favorável do que a do Luxemburgo".


Charel Trierweiler, gerente do Factory 4, um dos centros que decidiu manter as portas fechadas apesar do alívio das medidas no início de janeiro.
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Apesar de terem autorização para abrir, muitos ginásios do país continuam de portas fechadas devido às restrições sanitárias que estão obrigados a respeitar.

Além disso, a confederação lembra que depois de terem estado encerrados, os comerciantes têm agora de escoar os stocks o mais rapidamente possível, um processo que poderia ser acelerado com a abertura ao domingo. O organismo critica também o facto de os saldos arrancarem apenas a 20 de janeiro, uma data que coloca os comerciantes do país em concorrência direta com os países vizinhos.  

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