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Ryanair reduz voos em mais 20%
Economia 2 min. 18.09.2020 Do nosso arquivo online

Ryanair reduz voos em mais 20%

Ryanair reduz voos em mais 20%

Foto: Daniel Karmann/dpa
Economia 2 min. 18.09.2020 Do nosso arquivo online

Ryanair reduz voos em mais 20%

A companhia aérea está agora a funcionar a 40% da sua capacidade, longe dos 70% inicialmente estimados pela companhia área low cost.

A Ryanair anunciou esta sexta-feira, 18 de setembro, que reduziu os seus voos de outubro, em mais 20%, devido ao impacto na procura resultante das restrições de viagem impostas pelos governos para travar a pandemia. 

Segundo a AFP, a companhia aérea irlandesa Ryanair já tinha decidido em meados de agosto reduzir os seus voos em 20% para outubro, mês em que voltará a funcionar a cerca de 40% da sua capacidade, ainda que longe da recuperação que esperava quando retomou as suas operações em julho. 

Inicialmente, a companhia low cost esperava aumentar gradualmente até 70% a sua capacidade em setembro, mas as quarentenas impostas pelo governo na Irlanda e no Reino Unido forçaram a Ryanair a rever o ritmo da recuperação dos voos.

 "Estamos desapontados por reduzir a nossa capacidade para outubro, mas a confiança dos clientes está a ser minada pela má gestão governamental em matéria de viagens, e muitos clientes da Ryanair não podem viajar por emergências profissionais ou familiares sem estarem sujeitos a uma quarentena de 14 dias", referiu um porta-voz da companhia, citado pela AFP. 

A Ryanair lamenta em particular as decisões tomadas no último momento de acrescentar países à lista das pessoas afectadas pela quarentena, nomeadamente pelo Reino Unido, o que torna impossível o planeamento de reservas. A empresa também ataca o governo irlandês, que tem mantido restrições de viagem desde 1 de julho. 

Por isso, a transportadora área adverte que ainda é cedo para tomar decisões sobre o período de inverno, de novembro a março, mas assegura que se as condições actuais se mantiverem, continuará a reduzir a capacidade. 

Para fazer face ao impacto da pandemia e a uma diminuição da procura que se prevê que se prolongue durante algum tempo, a Ryanair já anunciou um plano de reestruturação que vai implicar o corte de 3.000 postos de trabalho. 

Entre abril e junho, a empresa perdeu 185 milhões de euros, esperando uma perda menor no segundo trimestre (julho a setembro), graças à recuperação do tráfego. 

Apesar das quebras financeiras, o bónus do CEO Michael O'Leary deverá ser de 458 mil euros, para o exercício de 2019-2020, o que está a gerar controvérsia entre os acionistas da Ryanair que se opõe a esse valor.

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