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"Mais 40 ou 50 euros". Ryanair quer aumentar preços nos próximos cinco anos
Economia 3 min. 26.09.2022
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"Mais 40 ou 50 euros". Ryanair quer aumentar preços nos próximos cinco anos

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"Mais 40 ou 50 euros". Ryanair quer aumentar preços nos próximos cinco anos

Foto: Andreas Arnold/dpa
Economia 3 min. 26.09.2022
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"Mais 40 ou 50 euros". Ryanair quer aumentar preços nos próximos cinco anos

DPA
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A informação foi avançada pelo CEO da Ryanair na Alemanha, Andreas Gruber. Em causa está o encarecimento do combustível.

A companhia aérea low-cost Ryanair quer aumentar os preços dos voos devido ao encarecimento do combustível. "O preço médio de um bilhete Ryanair deverá aumentar entre 40 a 50 euros nos próximos cinco anos", adiantou o CEO da Ryanair na Alemanha, Andreas Gruber, à DPA.

Atualmente, a empresa cobre os preços crescentes do petróleo com negócios relacionados com instrumentos financeiros e compra querosene barato em stock, mas não é possível amortecer completamente a subida dos preços do combustível, disse Gruber, que é também o CEO da Laudamotion, subsidiária da Ryanair.


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Entretanto, a companhia aérea acredita estar em vantagem em relação aos concorrentes mais caros durante a crise económica. "Na recessão, mais pessoas irão prestar atenção ao preço dos bilhetes", disse Gruber.

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Empresa espera 166 milhões de passageiros em 2022

Gruber não acredita que viajar de avião tenha perdido a sua atratividade apesar do caos do verão com sucessivos cancelamentos de voos, longas filas nos balcões e bagagem perdida. "Vemos uma grande ansiedade em relação às viagens de férias." 

Relativamente ao manuseamento da bagagem, a Ryanair, como companhia aérea com ligações ponto a ponto, também tem claras vantagens sobre os fornecedores de rede com hubs.

A Ryanair já ultrapassou a queda no número de passageiros durante a pandemia. No atual ano financeiro (abril de 2022 a março de 2023), a Ryanair transportará 166 milhões de passageiros na Europa, 115% do nível anterior à crise de covid-19 (149 milhões). Segundo Gruber, o número de passageiros deverá aumentar para 185 milhões no próximo ano financeiro e, em 2026, chegará aos 225 milhões.

No entanto, na Alemanha, a Ryanair ainda não compensou as perdas pandémicas. De acordo com Gruber, a low-cost espera 14,7 milhões de passageiros no país no atual ano financeiro, cerca de um terço menos do que em 2019/2020 com 21 milhões. "Estamos constantemente a trabalhar para colmatar esta lacuna e vemos aqui um grande potencial".

Companhia concentra-se em aeroportos regionais

A Ryanair opera 25 aeronaves em sete bases na Alemanha e voa para mais seis aeroportos. Devido às taxas mais baixas, a companhia aérea concentra-se em aeroportos regionais como Baden-Baden, Nuremberga ou Memmingen, em vez de se concentrar em metrópoles. "Estamos constantemente em conversações com os atuais e potenciais novos parceiros aeroportuários para atingirmos um maior crescimento", referiu Gruber.


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A Ryanair vai ficar no Aeroporto Hahn Hunsrück, que foi vendido ao grupo de investidores Swift Conjoy após a falência recente. "Tivemos conversações com os novos proprietários e assumimos um compromisso claro com o aeroporto", revelou o CEO da companhia aérea. 

A Ryanair estacionou dois aviões em Hahn e irá servir 23 rotas a partir do aeroporto no próximo inverno. Andreas Gruber não excluiu a hipótese de uma expansão.

Um regresso ao aeroporto de Frankfurt am Main, que a Ryanair deixou na primavera devido a uma disputa sobre as taxas de descolagem e aterragem, não está a ser considerado, disse Gruber. 

"Um compromisso com Frankfurt não faz atualmente qualquer sentido", disse o responsável.

Anteriormente, o gestor não tinha excluído categoricamente um regresso à cidade dentro de alguns anos.

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