Ryanair prepara-se para despedir 3000 trabalhadores
Ryanair prepara-se para despedir 3000 trabalhadores
A Ryanair prepara-se para despedir 3000 trabalhadores, devido à crise na aviação provocada pela pandemia do novo coronavírus.
De acordo com o The Guardian, além dos 3000 postos de trabalho, a companhia aérea irlandesa pretende também reduzir salários e fechar algumas bases. Medidas que surgem como resposta à crise da covid-19, que deixou o setor da aviação em terra em todo o mundo.
Os número de despedimentos previstos corresponde a 15% de um universo de 20 mil funcionários que a empresa emprega um pouco por todo o mundo e deverá atingir sobretudo pilotos e tripulação de cabine, embora as medidas afectem também as equipas da sede e dos serviços administrativos, adianta aquela publicação.
A Ryanair justifica a decisão com a necessidade de um corte generalizado de custos e com o facto de ser difícil recuperar o número de passageiros ou regressar aos preços low-cost, praticados antes da pandemia e que fizeram o sucesso da companhia aérea, pelo menos antes do verão de 2022, na melhor das hipóteses.
A empresa estima um prejuízo líquido superior a 100 milhões de euros no primeiro trimestre e durante o Verão. O processo de reestruturação e a redução de postos de trabalho deverá começar já em julho.
Outra das medidas contempladas pela Ryanair é o encerramento do número de algumas bases em toda a Europa. Recorde-se que em 2019, a companhia esteve para fechar a base de Faro, em Portugal, mas voltou atrás na decisão depois de ter chegado a acordo com a ANA – Aeroportos de Portugal para manter a base, mas numa versão mais reduzida e com menos funcionários.
Licenças sem vencimento e cortes no ordenado - a começar pelo do CEO da empresa, Michael O'Leary, que cortou 50% do valor dos seus vencimentos de abril e maio e prolongou a redução até ao final de março do próximo ano.
Segundo o CEO, estas medidas são o "mínimo para sobreviver nos próximos 12 meses", mas poderão não ficar por aqui, adiantou à BBC. "Se não for encontrada uma vacina, é claro que podemos ter de anunciar mais cortes e cortes mais profundos no futuro".
Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.
