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Ryanair prepara-se para despedir 3000 trabalhadores
Economia 2 min. 01.05.2020

Ryanair prepara-se para despedir 3000 trabalhadores

Ryanair prepara-se para despedir 3000 trabalhadores

Marcel Kusch/dpa
Economia 2 min. 01.05.2020

Ryanair prepara-se para despedir 3000 trabalhadores

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Além dos despedimentos, a companhia aérea vai também fazer cortes salariais e fechar algumas bases enquanto durarem as restrições provocadas pela pandemia

A Ryanair prepara-se para despedir 3000 trabalhadores, devido à crise na aviação provocada pela pandemia do novo coronavírus.

De acordo com o The Guardian, além dos 3000 postos de trabalho, a companhia aérea irlandesa pretende também reduzir salários e fechar algumas bases. Medidas que surgem como resposta à crise da covid-19, que deixou o setor da aviação em terra em todo o mundo.

Os número de despedimentos previstos corresponde a 15% de um universo de 20 mil funcionários que a empresa emprega um pouco por todo o mundo e deverá atingir sobretudo pilotos e tripulação de cabine, embora as medidas afectem também as equipas da sede e dos serviços administrativos, adianta aquela publicação.


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Deixar os assentos do meio desocupados "é uma ideia idiota que não leva a nada".

A Ryanair justifica a decisão com a necessidade de um corte generalizado de custos e com o facto de ser difícil recuperar o número de passageiros ou regressar aos preços low-cost, praticados antes da pandemia e que fizeram o sucesso da companhia aérea, pelo menos antes do verão de 2022, na melhor das hipóteses. 

A empresa estima um prejuízo líquido superior a 100 milhões de euros no primeiro trimestre e durante o Verão. O processo de reestruturação e a redução de postos de trabalho deverá começar já em julho.

Outra das medidas contempladas pela Ryanair é o encerramento do número de algumas bases em toda a Europa. Recorde-se que em 2019, a companhia esteve para fechar a base de Faro, em Portugal, mas voltou atrás na decisão depois de ter chegado a acordo com a ANA – Aeroportos de Portugal para manter a base, mas numa versão mais reduzida e com menos funcionários. 

Licenças sem vencimento e cortes no ordenado - a começar pelo do CEO da empresa, Michael O'Leary, que cortou 50% do valor dos seus vencimentos de abril e maio e prolongou a redução até ao final de março do próximo ano. 

Segundo o CEO, estas medidas são o "mínimo para sobreviver nos próximos 12 meses", mas poderão não ficar por aqui, adiantou à BBC. "Se não for encontrada uma vacina, é claro que podemos ter de anunciar mais cortes e cortes mais profundos no futuro".

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