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Ryanair perde 185 ME e volta a criticar ajudas estatais às companhias aéreas
Economia 2 min. 27.07.2020

Ryanair perde 185 ME e volta a criticar ajudas estatais às companhias aéreas

Ryanair perde 185 ME e volta a criticar ajudas estatais às companhias aéreas

Foto: Thomas Frey/dpa
Economia 2 min. 27.07.2020

Ryanair perde 185 ME e volta a criticar ajudas estatais às companhias aéreas

Catarina OSÓRIO
Catarina OSÓRIO
Companhia considera este o "período mais difícil" em 35 anos da empresa.

A companhia aérea low-cost registou perdas de 135 milhões de euros no primeiro trimestre do ano fiscal (entre abril e junho) em relação ao mesmo período de 2019, e considera este o "período mais difícil da empresa nos 35 anos" de história. No ano anterior a empresa tinha registado um lucro de 243 milhões de euros. 

Em comunicado enviado às redações a companhia aérea de baixo custo apresenta as contas entre abril e junho deste ano e acrescenta a retoma de 40% dos voos desde 1 de julho. Durante o período crítico do confinamento, em que o tráfego aéreo mundial esteve paralisado, a Ryanair registou uma quebra de 99% nos passageiros, passando de 41,9 milhões em 30 de junho de 2019 para 500 mil no mesmo período de 2020. Em agosto a low-cost conta estar a operar 60% dos voos e chegar aos 70% em setembro. 

Ajudas estatais "ilegais" vão distorcer concorrência no setor

Nos resultados apresentados, a Ryanair volta a considerar negativas e "ilegais" as ajudais estatais concedidas por vários governos para ajudar algumas companhias aéreas fortemente afetadas pela paralisação no tráfego mundial devido à pandemia. Nos exemplos menciona mesmo a TAP, Alitalia, Air France/KLM, Lufthansa e SAS. 


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"Esta ajuda estatal ilegal vai distorcer a concorrência e permitir que companhias de bandeira insustentáveis continuem a operar com vendas abaixo do custo durante muitos anos", refere. "Muitas outras companhias estão a cortar nos recursos, o que resultará numa crise no tráfego aéreo na Europa nos próximos dois ou três anos", oportunidades que a empresa espera poder aproveitar de forma a "expandir a sua rede", "beneficiar das oportunidades de baixo custo de aeroportos e frota que vão inevitavelmente existir", acrescenta.

Em maio a companhia anunciou um plano de restruturação onde previa o despedimento de 3.000 trabalhadores na Europa. No início de julho, 96% dos pilotos da Ryanair aceitou um corte nos seus salários para salvaguardar os postos de trabalho que estavam ameaçados de despedimento. Em oposição, os pilotos da base do aeroporto Frankfurt Hahn, na Alemanha, mantiveram o braço de ferro, o que levou a empresa a ameaçar com o encerramento da base



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