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Ryanair com prejuízo recorde de 815 milhões de euros no último ano
Economia 17.05.2021 Do nosso arquivo online

Ryanair com prejuízo recorde de 815 milhões de euros no último ano

Ryanair com prejuízo recorde de 815 milhões de euros no último ano

Photo: AFP
Economia 17.05.2021 Do nosso arquivo online

Ryanair com prejuízo recorde de 815 milhões de euros no último ano

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
O tráfego de passageiros recuou 81%, para apenas 27,5 milhões de pessoas, no último ano fiscal.

A pandemia de covid-19 gerou uma crise sem precedentes para as companhias  afetou as companhias aéreas e a Ryanair não é exceção. 

No relatório anual divulgado nesta segunda-feira, a companhia aérea irlandesa anunciou um prejuízo recorde de 815 milhões de euros no ano que terminou a 31 de março, com uma quebra de tráfego na ordem dos 81%, para apenas 27,5 milhões. É uma descida abrupta quando comparada com um lucro de mil milhões de euros no ano anterior (que terminou em março de 2020, altura em que a pandemia se tornou global), refletiu a própria companhia.  

O presidente executivo da Ryanair, Michael O'Leary, revelou que todas as previsões apontavam para um valor maior, 834 milhões de euros, "mas ainda é uma perda traumática para uma companhia aérea que obteve lucros consistentemente ao longo de 35 anos de história", concluiu.

Este situação levou o grupo a reduzir custos, nomeadamente através de uma redução de salários e da revisão da encomenda do Boeing 737: passou de 135 para 20 aviões, com o objetivo final de "minimizar a perda de empregos". A crise levou também a Ryanair a encerrar a unidade no aeroporto de Frankfurt-Hahn, Alemanha, em novembro de 2020.

O presidente garante, no entanto, que já entraram na "fase de recuperação", uma vez que as reservas a triplicarem para 1,5 milhões por semana, desde abril, altura em que se começaram a aliviar as restrições de circulação devido à covid-19. 

No entanto, os resultados deste ano vão manter-se aquém da história da maior low-cost europeia, uma vez que o tráfego deve permanecer numa faixa de 80 a 120 milhões de passageiros para o ano, o que é um valor baixo se olharmos para os quase 150 milhões registados no último ano antes da pandemia. 

A empresa irlandesa conta, em particular, com "a implantação da vacinação na União Europeia " para conseguir a sua recuperação económica. 

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