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Comissário quer mais empregos nas instituições europeias no Luxemburgo
Economia 2 min. 20.10.2021 Do nosso arquivo online
União Europeia

Comissário quer mais empregos nas instituições europeias no Luxemburgo

Johannes Hahn, Comissário responsável pelo orçamento de recursos humanos da UE.
União Europeia

Comissário quer mais empregos nas instituições europeias no Luxemburgo

Johannes Hahn, Comissário responsável pelo orçamento de recursos humanos da UE.
Foto: DR
Economia 2 min. 20.10.2021 Do nosso arquivo online
União Europeia

Comissário quer mais empregos nas instituições europeias no Luxemburgo

Heledd PRITCHARD
Heledd PRITCHARD
Atrair pessoas para empregos no Luxemburgo é "sempre" uma prioridade, diz o Comissário da UE responsável pelo orçamento dos Recursos Humanos.

É importante que as instituições da UE possam atrair pessoal suficiente para o Luxemburgo, afirmou Johannes Hahn, o Comissário da UE responsável pelo orçamento de recursos humanos ao Luxembourg Times. O responsável foi questionado à margem de um evento sobre os problemas em atrair para o país funcionários da UE. "Está sempre no topo da agenda ter pessoas bem equipadas e treinadas".

Desde há vários anos que as instituições europeias têm tido dificuldades em atrair pessoal para o Grão-Ducado visto que os trabalhadores recebem no Luxemburgo o mesmo salário que receberiam em Bruxelas, onde o custo de vida é mais barato. No Grão-Ducado os elevsdos custos de habitação são um entrave à vinda de mais pessoas.

Hahn tem estado envolvido em discussões entre a Comissão Europeia e as instituições da UE no Luxemburgo. Ambos começaram recentemente a intensificar as conversações, na esperança de encontrar uma solução até ao final do ano para atrais mais gente para o país.

O Luxemburgo assume um papel importante como uma das 'capitais' das instituições europeias, acolhendo o Tribunal de Justiça Europeu, o Tribunal de Contas Europeu, o Banco Europeu de Investimento e partes do Parlamento Europeu e da Comissão. Todas estas instituições enfrentam atualmente a relutância do pessoal em mudar-se para o Luxemburgo para trabalhar.


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Numa carta recente a Hahn, o Tribunal de Contas Europeu descreveu o problema como "palpável", dizendo que alguns trabalhadores em empregos de grau inferior, tais como pessoal administrativo e de TI, ganham "abaixo do salário mínimo no Luxemburgo". 

"É sempre um assunto para nós", disse o Comissário ao Luxembourg Times. Uma das opções colocadas em cima da mesa na última reunião foi a possibilidade de conceder um subsídio de alojamento aos novos trabalhadores que se situam na parte mais baixa da grelha salarial, disse ao Luxembourg Times. 

Mas alguns mostraram-se céticos quanto à possibilidade deste subsídio, sobretudo porque as instituições procuram sobretudo recrutar quadros especializados, que auferem mais do que os salários de entrada. 

O recrutamento na nova agência de combate à fraude da UE, a Procuradoria Europeia (EPPO), que se instalou no Luxemburgo em 2020, foi alegadamente bloqueado no mês passado depois de a Comissão Europeia se ter recusado a libertar um financiamento de 7,3 milhões de euros. 

Num relatório do EUobserver citado pela Procuradoria Europeia é referido que a CE estaria a reter o financiamento adicional, mas recusou-se a comentar as razões para tal. O financiamento destinava-se a contratar pessoal especializado, como investigadores financeiros, analistas de casos, escriturários e peritos jurídicos. 

(Artigo original publicado na edição inglesa do Luxemburger Wort.)

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