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Residentes do Luxemburgo continuam a acumular mais riqueza que os transfronteiriços
Economia 22.06.2020

Residentes do Luxemburgo continuam a acumular mais riqueza que os transfronteiriços

Residentes do Luxemburgo continuam a acumular mais riqueza que os transfronteiriços

Economia 22.06.2020

Residentes do Luxemburgo continuam a acumular mais riqueza que os transfronteiriços

Além das diferenças salariais, o Banque Centrale du Luxembourg associa o fenómeno à disparidade entre o preço por metro quadrado praticado no Luxemburgo e nos países vizinhos.

A riqueza média das famílias que residem no Luxemburgo continua a ser "significativamente" superior à das famílias que vivem do outro lado das fronteiras com a Alemanha, Bélgica e França, segundo os dados divulgados esta segunda-feira pelo Banque Centrale du Luxembourg. Os preços cada vez mais elevados do imobiliário no Grão-Ducado ajudam a explicar a diferença. 

Em comparação, um trabalhador luxemburguês acumula, em média, mais 50% da riqueza de um transfronteiriço belga. A diferença chega a ser de 90% em relação aos franceses e mais do dobro, 150%, em relação aos alemães. Além das diferenças salariais, o Banque Centrale du Luxembourg associa o fenómeno à disparidade entre o preço por metro quadrado praticado em cada um destes quatro países. 

No Grão-Ducado, o valor patrimonial da primeira residência chega a ser de 83% superior ao que é observado na Bélgica e praticamente o dobro do que se pratica em França ou na Alemanha. Assim, embora os rendimentos do Luxemburgo permitam aos transfronteiriços adquirir casa nos países vizinhos relativamente mais cedo que os trabalhadores luxemburgueses, a riqueza acumulada continua a ser inferior.  

Fosso acentuado 

A propósito do peso da fatura imobiliária nas contas finais dos residentes do Grão-Ducado, o Banque Centrale du Luxembourg alerta ainda para o fosso cada vez mais acentuado entre os proprietários e os inquilinos luxemburgueses.  

Numa altura em que um terço dos residentes no Luxemburgo não têm casa própria, os técnicos encaram com preocupação a "diferença significativa" registada "entre os ativos líquidos dos inquilinos e dos proprietários". Por outras palavras, dizem que o fosso entre os mais ricos e a classe média é cada vez mais vincado. 


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