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Rendas vão manter-se congeladas até ao verão
Economia 14.11.2020

Rendas vão manter-se congeladas até ao verão

Rendas vão manter-se congeladas até ao verão

Foto: Rui Oliveira
Economia 14.11.2020

Rendas vão manter-se congeladas até ao verão

Teresa CAMARÃO
Teresa CAMARÃO
Com a segunda vaga da covid-19 no auge, o Governo decidiu manter a proibição de aumentar as rendas residenciais até 30 de junho de 2021.

Sem esquecer os inquilinos, o Governo lançou uma série de apoios aos setores mais afetados pela pandemia que, salvo o setor financeiro e o imobiliário caíram numa crise sem precedentes com perdas que só poderão ser averiguadas com rigor no pós-covid. Com grande parte do tecido empresarial luxemburguês a finalizar, negociar e ameaçar os trabalhadores com planos sociais, o conselho do Governo aprovou o prolongamento do congelamento temporário das rendas até 30 de junho de 2021, a bater com o segundo trimestre da ano que vem. 

O calendário do Governo não vem ao acaso. Confrontada pelo CSV, a ministra da Saúde atirou para o primeiro trimestre de 2021 "as primeiras entregas" dos lotes de vacinas negociados, geridos e distribuídos pela Comissão Europeia. Nos três meses que se seguem, os arrendatários ainda podem suspirar de alívio. 

Justificada pelo "aumento significativo do risco de infcções no outono, que primavera", a medida pretende ser uma resposta para "atenuar o impacto económico da pandemia sobre a situação das pessoas com rendimentos modestos". A título de lembrança, a medida foi inicialmente adoptada para o período de 20 de maio a 24 de junho de 2020, tendo depois sido prolongado até 31 de dezembro de 2020.  

Questionado na sexta-feira sobre as rendas comerciais na sequência da sua apresentação das novas medidas de apoio às empresas, Lex Delles, ministro das Classes Médias, indicou que "esta questão não foi levantada". 

Em média, de acordo com dados publicados pelo AtHome em abril passado, as rendas médias mensais dos apartamentos do Grão-Ducado são de 1,616 euros e 2,963 euros para uma casa. Isto representa um aumento de 6% entre março de 2019 e março de 2020 para os apartamentos e 2% para as casas.

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