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Remessas de emigrantes desceram em 2020 pela primeira vez em 10 anos
Economia 2 min. 16.04.2021

Remessas de emigrantes desceram em 2020 pela primeira vez em 10 anos

Remessas de emigrantes desceram em 2020 pela primeira vez em 10 anos

Foto: AFP
Economia 2 min. 16.04.2021

Remessas de emigrantes desceram em 2020 pela primeira vez em 10 anos

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Suíça foi o país de origem da maioria das remessas, seguido da França. De acordo com o Observatório da Emigração, as remessas de emigrantes, no ano passado, mantiveram-se ainda assim superiores a três mil milhões de euros.

O valor das remessas registado em Portugal sofreu um decréscimo em 2020 (-1.4%), depois de dez anos consecutivos de crescimento, indica o mais recente relatório do Observatório da Emigração.

De acordo, com o documento, as remessas de emigrantes mantiveram-se ainda assim superiores a três mil milhões de euros - em 3.612.860 de euros -o que correspondeu a cerca de 1.8% do PIB.


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França e Suíça, onde residem mais portugueses, representaram os países de origem de mais de metade das remessas recebidas em Portugal. No entanto, pela primeira vez desde a série em análise (2001-2020), a Suíça ultrapassou a França, tornando-se a principal origem das remessas dos emigrantes portugueses: 1.037.020 de euros, face a 1.036.570 de euros das registadas em França, sinaliza o relatório. 

O terceiro país com mais contribuições foi o Reino Unido, de onde saíram 11% das remessas.

Angola, Estados Unidos da América e Alemanha ocuparam, respetivamente, as quarta, quinta e sexta posições entre os estados de origem das remessas, correspondendo, cada um, ao envio de valores acima dos 200 milhões de euros.

Abaixo desse valor ficaram Espanha, atualmente o segundo país de destino da emigração portuguesa, o Luxemburgo, Bélgica e Holanda, dois dos dez principais países de destino da emigração portuguesa, embora com números ainda baixos. 

 Apesar deste decréscimo nas remessas de 2020 enviadas pelos emigrantes portugueses para o seu país de origem, o valor global do ano passado coloca-o, no terceiro mais alto da série em análise. Segundo o relatório do Observatório só se registaram valores superiores em 2001 e 2019, com 3.736.820 de euros e 3.662.130, respetivamente.


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Numa comparação mundial, as remessas enviadas para Portugal registaram um decréscimo bastante inferior: -1.4%, face a -7.4%, segundo dados estimados pelo Banco Mundial. 

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No sentido inverso, em 2020, saíram de imigrantes em Portugal cerca de 500 milhões de euros em remessas, com a França a ser o terceiro país de destino, com transferências de valor superior a 20 milhões de euros.  

Em primeiro lugar ficou o Brasil, para onde foram transferidos mais de 240 milhões de euros (49.7% do total), seguindo-se a China para onde foram transferidas 9% das remessas.

Roménia, Cabo Verde, Ucrânia e Espanha integram também o grupo de principais países de destino das remessas, com valores acima 10 milhões de euros em 2020. 


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