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Regime de seguro de doença e maternidade terá défice em 2021
Economia 18.11.2020

Regime de seguro de doença e maternidade terá défice em 2021

Regime de seguro de doença e maternidade terá défice em 2021

Foto: Gerry Huberty
Economia 18.11.2020

Regime de seguro de doença e maternidade terá défice em 2021

O cenário para o próximo ano deverá acusar a pressão da pandemia e das suas consequências no emprego e número de segurados.

O ministro da Segurança Social Romain Schneider admitiu esta quarta-feira, 18 de novembro, que a situação financeira do regime de seguro de doença e maternidade deverá ser de défice no próximo ano.

O anúncio foi feito no âmbito da comissão quadripartida, que examinou analisou as contas atuais do seguro e as previsões financeiras para este ano e o que se lhe segue.

Segundo refere o Ministério da Segurança Social, em comunicado, "com base nas últimas estimativas, e com a participação financeira do Estado nas medidas relacionadas com a crise sanitária da covid-19 no montante de 386 milhões de euros, a situação financeira da companhia de seguros de saúde e maternidade prevê um lucro operacional estimado de 6,7 milhões de euros para o exercício financeiro de 2020, enquanto que o exercício financeiro de 2019 terminou com um excedente de 102 milhões de euros nas operações correntes". 

No entanto, o cenário para 2021 deverá acusar a pressão da pandemia e o governo espera uma situação de défice. 

"Dado o contexto económico, a evolução do emprego e do número de segurados não progrediu como previsto, o que teve um efeito direto na evolução das receitas em 2020, que evoluíram 4,3% e, portanto, não atingiram os 5,6% previstos para 2019", explica o mesmo comunicado.

De acordo com o ministério de Romain Schneider, "para o exercício financeiro de 2021, as últimas estimativas mostram um desequilíbrio financeiro das operações correntes na ordem dos 107,9 milhões de euros". "As receitas deixarão de cobrir as despesas correntes e o saldo global acumulado diminuirá assim para 870 milhões de euros, ou seja 24,4% das despesas correntes estimadas para 2021", assinala o texto.

O executivo prevê que a reserva se mantenha acima dos 10% previstos por lei, mas adverte que o seguro de doença e maternidade deverá ter de recorrer a esse fundo, no próximo ano. 


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