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RBC prepara corte de mais de 300 postos de trabalho no Luxemburgo
Economia 2 min. 25.10.2019

RBC prepara corte de mais de 300 postos de trabalho no Luxemburgo

RBC prepara corte de mais de 300 postos de trabalho no Luxemburgo

Foto: Guy Wolff
Economia 2 min. 25.10.2019

RBC prepara corte de mais de 300 postos de trabalho no Luxemburgo

A notícia surge pouco depois de o banco ter reportado receitas e vendas anuais recorde e seis anos depois do último corte de pessoal.

O RBC Investor & Treasury Services, que faz parte do Royal Bank of Canada, está a preparar um corte de mais de 300 postos de trabalho no Luxemburgo a partir de janeiro de 2020. A informação foi avançada pelo Luxembourg Times e confirmada ao Contacto pelos sindicatos OGBL e Aleba.

Em causa estão 226 empregados e 79 contratados. A subsidiária com atividade em Belval conta com 1.170 empregados permanentes e 320 contratados distribuídos por vários serviços, por exemplo, na administração e gestão de títulos, serviços administrativos e de informática.

A intenção do banco já é conhecida dos trabalhadores e dos sindicatos, mas não há ainda um plano social definido e não se sabe ainda quem são os trabalhadores afetados. Certo é que terá de ser negociado um plano social, uma vez que a lei luxemburguesa estabelece que, se houver mais de sete despedimentos num mês ou 15 em três meses, tenha de ser desencadeado um plano social.

A notícia surge pouco depois de o banco ter reportado receitas e vendas anuais recorde e seis anos depois do último corte de pessoal. Em 2013, o banco eliminou 210 empregos no Grão-Ducado.

Os sindicatos estão a acompanhar a situação. Ouvida pelo Contacto, a central sindical OGBL adiantou que vai reunir com “os delegados de pessoal durante a próxima semana para garantir os direitos dos assalariados”. A Associação Luxemburguesa de Empregados da Banca e Seguros (Aleba, na sigla em francês) também reunirá com os seus delegados durante a próxima semana. O objetivo é perceber se há trabalhadores que querem sair de forma voluntária, por exemplo, através do recurso à pré-reforma. Os encontros com a direção do banco e com os delegados de pessoal deverão começar na semana seguinte a partir de 4 de novembro. “É incompreensível, porque os resultados são bons, batem recordes. Eles querem sempre mais e mais lucros e é sempre à custa dos assalariados”, afirma a Aleba.

Citada pelo Luxembourg Times, a porta-voz da instituição financeira disse que, sempre que possível, o corte de postos de trabalho será feito através de forma voluntária.

A Aleba mostra-se preocupado com a possibilidade de o mesmo acontecer noutros bancos. Recorde-se que, muitos bancos na Europa e fora dela, têm já em marcha planos de reestruturação de pessoal. É o caso do Deutsche Bank, Barclays, Société Générale, Citigroup e HSBC que já comunicaram supressões de empregos este ano.

Paula Cravina de Sousa



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