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Quem vai financiar esta crise? Pergunta a CGFP
Economia 07.09.2020

Quem vai financiar esta crise? Pergunta a CGFP

Quem vai financiar esta crise? Pergunta a CGFP

Pierre Matgé
Economia 07.09.2020

Quem vai financiar esta crise? Pergunta a CGFP

Susy MARTINS
Susy MARTINS
Embora a crise sanitária da covid-19 esteja longe de estar terminada, a Confederação-Geral da Função Pública (CGFP) já se declara preocupada com o impacto negativo na economia do país.

O sindicato dos funcionários públicos frisa, em comunicado, que mais cedo ou mais tarde, se vai colocar a questão do financiamento das medidas extraordinárias que entraram em vigor para enfrentar a propagação do novo coronavírus.

 E, recusa desde já um aumento da carga fiscal, defendendo que esse financiamento não pode passar por um aumento dos impostos para as pessoas que trabalham no país.


CGFP não quer repetição da crise de 2008 e sugere maior taxa para os fundos de investimentos
Plataforma dos sindicatos da Função Pública reuniu esta segunda-feira e deixou várias reivindicações, desafiando ainda o governo a manter o compromisso de não retirar direitos aos trabalhadores, na sequência da pandemia.

A CGFP lembra que em 2008, aquando da crise financeira e económica, já foram os contribuintes que tiveram de pagar uma parte da crise. Uma situação que o sindicato não quer que volte a acontecer.

De uma forma geral, a CGFP questiona-se até que ponto o sistema fiscal é justo no Luxemburgo. Segundo a central sindical, os fundos de investimento que envolvem muito dinheiro são a prova que aqueles que têm mais dinheiro têm sido “protegidos” há anos e que não são eles que “têm de pagar a fatura final”.


Desemprego convoca estratégia de salvação nacional
Com as previsões económicas a cair ao nível da crise do aço, há mais 40 anos, a taxa de desemprego acompanha a derrocada e deixa o Luxemburgo abaixo da linha vermelha da UE.

Estes fundos de investimento estão isentos de qualquer tipo de impostos, apenas têm de pagar 0,01% de taxa abonatória, enquanto que segundo a CGFP, a classe média continua a pagar uma quantia elevada de impostos, para que os Estado possa continuar a funcionar.

Segundo o sindicato, o “Governo não fez nada” nos últimos anos para contornar esta situação que qualifica de “inadmissível”, daí reivindicar que sejam tomadas as decisões adequadas para solucionar o financiamento desta crise sanitária.

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