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Quem ganhou com a crise não vai pagar mais impostos, garante Governo
Economia 2 min. 17.05.2021 Do nosso arquivo online

Quem ganhou com a crise não vai pagar mais impostos, garante Governo

Finance Minister Pierre Gramegna

Quem ganhou com a crise não vai pagar mais impostos, garante Governo

Finance Minister Pierre Gramegna
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Economia 2 min. 17.05.2021 Do nosso arquivo online

Quem ganhou com a crise não vai pagar mais impostos, garante Governo

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Ministro das Finanças rejeita taxar empresas que viram a sua faturação aumentar durante a pandemia e afasta reforma fiscal antes das próximas eleições.

O ministro das Finanças, Pierre Gramegna, afastou, este fim de semana, a hipótese de o Governo vir a pôr a pagar mais impostos as empresas que viram aumentar a sua atividade e a sua receita, durante a pandemia.

A possibilidade de criar um imposto "covid" para aplicar aos que mais ganharam com a crise provocada pela covid-19 tinha sido sugerida por Dan Kersch, ministro do Trabalho, Emprego e Economia Social e Solidária, no último congresso da LSAP em março, mas Pierre Gramegna descartou essa hipótese, não querendo avançar com mexidas no sistema fiscal e tributário antes de 2023, além de considerar ser difícil determinar o conceito de "vencedor", refere o Paperjam.

O ministro lembrou também que quanto mais lucros as empresas têm mais impostos pagam, pelo que as que viram os seus rendimentos subir durante a crise, como é o caso da Cargolux, que obteve, em 2020, um lucro três vezes superior ao de 2018, quando teve o mais alto de sempre, acabam por estar sujeitas a essa tributação, já aplicável.


Cargolux atinge lucros recorde no ano em que celebra meio século
Grupo atribui resultados a "uma procura sem precedentes de fornecimentos de equipamento de proteção individual, bem como de outros produtos que passaram a depender do transporte aéreo para manter intactas as ligações logísticas".

As que perderam, devido às restrições provocadas pela pandemia, serão poupadas, como previsto no quadro fiscal do país. 

Pierre Gramegna recordou ainda que a crise sanitária ainda não terminou e que seria prematuro alterar as regras fiscais com uma reforma antes de 2023, ano que será marcado por eleições, acrescentando que a última reforma fiscal, realizada em 2017, trouxe melhorias para uma tributação mais justa e que alguns dos seus elementos foram aplicados recentemente.

Apesar disso, há compromissos que não deverão ser concretizados até ao fim desta legislatura.

A mudança fiscal que beneficiaria os solteiros, concedendo-lhes direitos semelhantes aos casados e ou em união de facto, e que a coligação governamental tinha prometido até à próxima ida às urnas, também será adiada com a restante reforma.

Os trabalhadores solteiros no Luxemburgo estão sujeitos a impostos substancialmente mais elevados em comparação com os casais, estando a diferença acima da média do grupo de nações ricas, de acordo com a OCDE, aponta o Luxembourg Times  

À RTL, Gramegna admitiu que 2020 teria sido " um ano crucial para a reforma fiscal", mas a pandemia acabou por obrigar o Governo a rever prioridades.

Na reforma estavam também previstas mexidas nos impostos ambientais e medidas para contrariar o agravamento da crise habitacional no Luxemburgo, que deverá, mesmo assim, sofrer uma pequena alteração tributária nos próximos meses, adiantou o ministro.

Para as empresas não se preveem, para já, nem descidas, nem subidas da carga fiscal.



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