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Quase 40% dos sites de vendas online enganam nos preços
Economia 22.02.2019

Quase 40% dos sites de vendas online enganam nos preços

Quase 40% dos sites de vendas online enganam nos preços

Foto: Shutterstock
Economia 22.02.2019

Quase 40% dos sites de vendas online enganam nos preços

A lei europeia obriga os comerciantes a apresentarem os preços totais, para não haver surpresas desagradáveis para os compradores.

Um estudo coordenado pela Comissão Europeia concluiu que quase 38% dos sites de vendas online apresentam preços diferentes dos pagos pelos consumidores no final.

Em comunicado, Bruxelas dá conta de que foram analisadas 560 lojas ‘online’, sendo que em 211 verificou-se que o preço final era superior ao mostrado inicialmente, por serem cobradas taxas extra relacionadas com o pagamento, com a entrega do produto ou com a reserva.

“A legislação da União Europeia (UE) em matéria de consumo obriga os comerciantes a apresentarem os preços totais, incluindo todos os obrigatórios e, quando esses custos não podem ser calculados antecipadamente, isso deve ser, pelo menos, claramente apresentado ao consumidor”, vinca o documento.

No total, foram encontradas “irregularidades relativamente ao respeito pelas regras de consumo da UE” em 60% destas plataformas, “predominantemente em relação à forma como os preços e os descontos são apresentados”.

Em causa estão ‘sites’ de comércio eletrónico de diferentes produtos e serviços, como vestuário ou calçado, ‘software’ ou entretenimento, que foram analisados pela Rede de Cooperação no domínio da Defesa do Consumidor da UE, composta por autoridades nacionais, numa ação coordenada pela Comissão Europeia.

Acresce que em 59% dos 560 ‘sites’ verificados não havia uma ligação direta à plataforma ‘online’ de resolução de litígios, obrigatória por lei, e, em 30% destas páginas, as informações apresentadas aos consumidores não mencionavam os seus direitos sobre cancelamento.

Citada na nota, a comissária europeia responsável pelo Comércio, Věra Jourová, salienta que este tipo de problemas “deve parar, pois os consumidores são frequentemente levados à confusão e a preços mais elevados do que o pretendido”. “Estou chocada com o elevado número de ‘sites’ com problemas”, admite a responsável.

Caberá agora “às autoridades nacionais de defesa dos consumidores, com o apoio da Comissão, tomar as medidas necessárias para pôr fim às práticas comerciais desleais”, adianta Věra Jourová.

Serão, assim, investigados os ‘sites’ com irregularidades.

A Rede de Cooperação no domínio da Defesa do Consumidor da UE é composta por autoridades nacionais de defesa do consumidor de 30 países (28 países da UE, a Noruega e a Islândia).

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