PSD considera "uma grande surpresa a má notícia" de saída da CGD do Luxemburgo
PSD considera "uma grande surpresa a má notícia" de saída da CGD do Luxemburgo
"Não nos tinham informado que havia intenções de encerrar a operação da CGD no Luxemburgo. Tínhamos conhecimento do encerramento de balcões em países com comunidades portuguesas importantes, como é o caso de África do Sul e Espanha. Temos a operação em França, até pelo movimento que houve de trabalhadores, aparentemente em risco. Foi uma grande surpresa esta má notícia, porque não nos informaram que havia intenções de encerrar a operação no Luxemburgo", disse Carlos Alberto Gonçalves à agência Lusa.
O deputado do PSD, eleito pelo círculo eleitoral da Europa, frisou que, "o que está a acontecer lamentavelmente, distancia aquilo que é um banco público e um universo de portugueses" emigrantes, espalhados pelos quatro quadrantes do mundo.
"É pena ver que as comunidades portuguesas, aparentemente nas áreas económica e do investimento, não parecem ser uma prioridade do atual Governo e da atual liderança da CGD", observou, classificando o banco público "essencial para Portugal, para os portugueses e para a sua economia".
A informação do fecho da atividade da CGD no Luxemburgo foi avançada pela Associação Luxemburguesa de Trabalhadores da Banca e Seguros (Aleba, na sigla em francês), e pelas centrais sindicais OGB-L e LCGB, que enviaram um comunicado conjunto. O documento adiantava que as negociações para o plano social começaram em meados de julho.
Em comunicado divulgado a 26 de julho, já depois das notícias do encerramento, a CGD confirmou que "irá encerrar as suas sucursais de Nova Iorque e do Luxemburgo até ao final de 2018, cumprindo as determinações do Plano Estratégico negociado com as autoridades europeias e que incluem um redimensionamento da atividade internacional da Caixa".
A sucursal em Nova Iorque e os dois balcões no Luxemburgo foram considerados como de "menor expressão".
No Luxemburgo, o banco tem como clientes "cerca de 5% da população portuguesa aí residente, dos quais 40% são igualmente clientes em Portugal", pode ler-se na nota. No país vivem cerca de 96 mil portugueses, segundo dados do Statec.
Há 21 anos que a CGD tem atividade no Luxemburgo.
O encerramento da operação em Luxemburgo vai afetar 23 trabalhadores, de acordo com os sindicatos no país.
A redução da operação da CGD fora de Portugal engloba também o Brasil e foi acordada em 2017, ano em que fecharam 67 balcões.
Até 2020, a CGD terá de encerrar 180 balcões em Portugal, 70 dos quais este ano.
Em 2017, fecharam 67 balcões e a CGD terá de fechar, além dos 70 deste ano, mais 43 balcões nos próximos dois anos.
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