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Presidente do BCE admite que inflação ainda não está no pico
Economia 28.11.2022
Crise

Presidente do BCE admite que inflação ainda não está no pico

 Christine Lagarde
Crise

Presidente do BCE admite que inflação ainda não está no pico

Christine Lagarde
AFP
Economia 28.11.2022
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Presidente do BCE admite que inflação ainda não está no pico

Lusa
Lusa
A taxa de inflação atingiu os 10,6% na zona euro em outubro passado. E vai subir mais, avisa Christine Lagarde.

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde disse esta terça-feira que ficaria surpresa se a inflação da zona euro já estivesse no seu máximo. “Gostaria que a inflação tivesse atingido o seu pico em outubro, mas penso que há demasiada incerteza”, pelo que “obviamente que me surpreenderia” se isso acontecesse, declarou Christine Lagarde.


Telhados de casas na baixa da capital portuguesa.
Cáritas já recebe pedidos de quem não consegue pagar empréstimo da casa
“O pânico foi imediato. O receio das pessoas, a angústia com que se aproximavam de nós a dizer 'ai, se eu perco a minha casa'", revela a associação Cáritas em Portugal.

Intervindo numa audição na comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu, em Bruxelas, a responsável destacou o atual “ambiente de grande incerteza e com choques complexos que afetam a economia”, notando que “as decisões do Conselho do BCE continuarão a depender dos dados e a seguir uma abordagem de reunião a reunião”.

Certo é que, para Christine Lagarde, “as taxas de juro são, e continuarão a ser, o principal instrumento para combater a inflação”.

“Estamos empenhados em reduzir a inflação para o nosso objetivo a médio prazo e estamos determinados a tomar as medidas necessárias para o fazer”, sublinhou a responsável, admitindo “aumentar ainda mais as taxas para os níveis necessários de forma a assegurar que a inflação regresse atempadamente ao objetivo de médio prazo de 2%”.


70% das medidas europeias de apoio não chegaram a quem mais precisou
Para o comissário da Economia, Paolo Gentiloni, a convicção é de que "estamos a viver uma contração a curto termo", mas acredita que a UE vai conseguir "evitar uma longa recessão".

Ainda assim, Christine Lagarde adiantou que “o caminho a seguir e a rapidez para lá chegar serão baseados nas perspetivas atualizadas, na persistência dos choques, na reação dos salários e das expectativas de inflação”.

A taxa de inflação atingiu, em outubro passado, um pico de 10,6% na zona euro, principalmente ‘puxada’ pela componente energética, dada a atual crise no setor e a guerra da Ucrânia, cujas tensões geopolíticas pressionaram ainda mais o mercado energético europeu.

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