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Preços dos bens alimentares no Luxemburgo subiram 11% em outubro
Economia 01.12.2022
Statec

Preços dos bens alimentares no Luxemburgo subiram 11% em outubro

Statec

Preços dos bens alimentares no Luxemburgo subiram 11% em outubro

Economia 01.12.2022
Statec

Preços dos bens alimentares no Luxemburgo subiram 11% em outubro

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Segundo a análise do Statec, este aumento anual reflete, entre outros impactos, uma percussão tardia da evolução dos preços da energia no primeiro semestre de 2022.

Os preços dos alimentos no Luxemburgo subiram 11% em outubro face ao mesmo período do ano anterior.

Segundo a análise de conjuntura do Statec, publicada quarta-feira, esta subida representa um quinto do aumento da inflação no Grão-Ducado (7%).


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Os produtos alimentares que mais encareceram no país foram a carne (+12%), o pão e os cereais (+12%), os laticínios e ovos (+13%) e os legumes (+13%), refere o flash do instituto de estatísticas luxemburguês.

De acordo com o Statec, "as tensões em torno da oferta de fertilizantes, os riscos climáticos e a repercussão tardia da evolução dos preços da energia e dos metais, no primeiro semestre, contribuíram para esta evolução na inflação alimentar". Efeitos que, adianta o organismo, deverão abrandar em 2023. 

A subida dos preços dos alimentos no Luxemburgo foi, ainda assim, inferior à média observada na zona euro, no período em análise (outubro), onde se registou um aumento histórico de 15%.

PIB deverá crescer 1,5% em 2023 

Na análise de conjuntura, o Statec estima que o PIB do Luxemburgo, em 2023, seja superior ao de 2022, estimando que ele cresça 0,5% no ano que agora termina e 1,5% no próximo.


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Em outubro, o desemprego na zona euro caiu para 6,5%, atingindo um mínimo histórico desde 2008. No Luxemburgo, manteve-se na casa dos 4% (4,6%), referem os dados divulgados hoje pelo Eurostat.

No entanto, alerta o Statec na sua análise, tudo pode mudar com os preços do gás cuja evolução se mantém incerta para 2023. 

"Se se vier a concretizar um novo pico dos preços, o custo das medidas estatais poderá aumentar", adverte o orgnismo.


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