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"Portugal pode aceder a investidores de todo o mundo através do Luxemburgo"
Economia 3 min. 10.05.2022
Ministra das Finanças

"Portugal pode aceder a investidores de todo o mundo através do Luxemburgo"

Yuriko Backes, ministra das Finanças luxemburguesa.
Ministra das Finanças

"Portugal pode aceder a investidores de todo o mundo através do Luxemburgo"

Yuriko Backes, ministra das Finanças luxemburguesa.
Foto: Marc Wilwert/Luxemburger Wort
Economia 3 min. 10.05.2022
Ministra das Finanças

"Portugal pode aceder a investidores de todo o mundo através do Luxemburgo"

Madalena QUEIRÓS
Madalena QUEIRÓS
A ministra da Finanças luxemburguesa, Yuriko Backes, revela em declarações ao Contacto que a visita de Estado do Grão-Duque Henri a Portugal, esta semana, quer aproximar os serviços financeiros dos dois países.

O Grão-Duque Henri realiza a 11 e 12 de maio uma visita de Estado a Portugal. Com ele vai uma comitiva do Governo e empresários luxemburgueses com o objetivo de intensificar as relações económicas entre os dois países.

A ministra das Finanças luxemburguesa, Yuriko Backes, que também vai estar em Portugal, respondeu às perguntas do Contacto:

Qual é o principal objectivo desta visita a Portugal? 

A visita estatal das suas Altezas Reais a Portugal é uma oportunidade para reforçar ainda mais as relações a todos os níveis entre os nossos dois países. Tivemos fortes laços com Portugal durante muito tempo. Afinal de contas, o Luxemburgo é o lar da maior comunidade portuguesa fora de Portugal. Esta comunidade é parte integrante do tecido social e cultural do nosso país e contribui para o nosso sucesso económico. 

Para além do Chefe de Estado, representantes do Governo e da economia participam nesta visita de Estado. O objetivo é aprofundar os contactos existentes e estabelecer novos contactos. Esta visita será também uma oportunidade para eu me encontrar com o novo ministro das Finanças português, Fernando Medina, e para discutir com ele uma série de tópicos de interesse comum. 

De facto, tivemos uma primeira troca de impressões no início de abril, no Luxemburgo, à margem da última reunião do Eurogrupo/Ecofin. Isto permitir-nos-á trocar pontos de vista sobre questões atuais, incluindo a situação económica na Europa e o impacto da guerra na Ucrânia, mas também sobre os nossos esforços para avançar em direção às economias mais verdes e mais digitais. 

Que resultados espera alcançar em termos de reforço da cooperação entre os dois países nos setores em questão pelo seu ministério? 

No domínio dos serviços financeiros os nossos países são muito complementares, na medida em que o centro financeiro luxemburguês pode oferecer aos gestores de ativos e bancos portugueses uma plataforma ideal para aceder a investidores de toda a Europa e do mundo. 

A nossa agência para o desenvolvimento do centro financeiro, Luxembourg for Finance, bem como a Luxembourg House of Financial Technology (LHoFT) estão de visita a Portugal com vista a conhecer vários atores do setor financeiro português e do ecossistema Fintech [tecnologia financeira]. Para além do reforço das ligações existentes, o objetivo destes encontros é forjar novas ligações em áreas de nicho como as finanças sustentáveis e mesmo as tecnologias financeiras. Estarei também presente na Casa Fintech em Lisboa com o objetivo de estabelecer uma cooperação mais estreita entre os nossos respetivos centros Fintech. Uma área promissora para a cooperação entre o Luxemburgo e Portugal é o Fintech verde. Precisamos de confiar mais nas ferramentas digitais para financiar um futuro mais sustentável.

A guerra na Ucrânia tem um forte impacto no aumento do custo de vida para os habitantes do Luxemburgo. O que pode ser feito para mitigar este impacto?

O agravamento das tendências inflacionistas pela guerra na Ucrânia levou o governo a convidar os parceiros sociais no quadro do comité de coordenação Tripartido no final de março. No espírito de solidariedade típico do Luxemburgo, foi assinado um acordo que visa nomeadamente adiar a indexação prevista para o verão de 2022 para abril de 2023, compensando, ao mesmo tempo, a perda do poder de compra das famílias com rendimentos baixos ou modestos. 


Universidade Nova atribui doutoramento 'honoris causa' a Grão-Duque Henri
Distinção vai ser atribuída a propósito da visita oficial do chefe de Estado luxemburguês a Portugal, a 11 e 12 de maio.

As negociações resultaram num pacote de solidariedade, o 'Solidaritéitspak', que ascende a cerca de 827,5 milhões de euros. Incluindo o novo regime de garantia estatal para apoiar as empresas, o Luxemburgo está a mobilizar um total de 1,3 mil milhões de euros ou 1,7% do PIB para fazer face às consequências imediatas desta nova crise. 

 O pacote introduz uma série de medidas para mitigar os efeitos da inflação, tanto para as famílias como para as empresas. Estas são medidas tangíveis para a competitividade do país, a preservação dos empregos e o desenvolvimento contínuo do mercado de trabalho. 

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