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Porsche sem carros a diesel a partir de 2019
Economia 2 min. 23.09.2018

Porsche sem carros a diesel a partir de 2019

Porsche sem carros a diesel a partir de 2019

Foto: Silas Stein/dpa
Economia 2 min. 23.09.2018

Porsche sem carros a diesel a partir de 2019

A fabricante alemã de carros de luxo, Porsche, anunciou hoje que vai deixar de produzir carros a diesel a partir de 2019.

Em entrevista ao jornal alemão Bild, o CEO Oliver Blume anuncia que a marca pretende focar-se na produção de veículos a gasolina, híbridos e elétricos nos próximos anos. A empresa torna-se assim a primeira fabricante alemã a por fim a carros alimentados a este tipo de combustível.

Apesar de não produzir os motores a gasóleo, Blume reconhece que a Porsche foi, de alguma forma, afetada pelo dieselgate - o escândalo das fraudes em emissões de gases poluentes em veículos a gasóleo, em 2015. A dona da marca de carros de luxo, a Volkswagen, foi inclusive uma das empresas mais implicadas no caso, obrigada a admitir que falsificou os testes de emissão de gases poluentes em cerca de 11 milhões de veículos a diesel.

"Acho que os motores a diesel mais recentes são atrativos e amigos do ambiente, e continuarão a ter uma grande importância na indústria automóvel no futuro", refere. O CEO considera, no entanto que este tipo de combustível "sempre teve menos importância para a Porsche, uma fabricante de carros desportivos".

Redução de emissões CO2 até 30% em 2030

O dieselgate colocou a indústria de automóveis alemã, nomeadamente as gigantes BMW, Daimler e Volkswagen sob os holofotes de instituições europeias, ambientalistas e consumidores. Pouco tempo após o "esquema" ter sido descoberto, a União Europeia decidiu tomar o pulso aos controlos das emissões pelo setor automóvel.

Em setembro de 2017, a Comissão pediu mesmo aos 28 Estados-membro um esforço de redução das emissões de dióxido de carbono pela indústria automóvel de 15% até 2025, e 30% até 2030.

O escândalo de 2015 impulsionou uma redução acentuada das vendas de motores a diesel um pouco por todo o mundo. Só na Alemanha, as vendas desceram de 46% para 33% em três anos e algumas cidades ponderam a proibição da circulação destes carros. Ao mesmo tempo, o setor do gasóleo constituiu um importante fator na economia, sustentando 800 mil postos de trabalho.

De forma a contornar a imagem negativa do escândalo das emissões, várias empresas germânicas anunciaram um investimento de 40 mil milhões de euros nos motores elétricos para os próximos anos.

Contacto com AFP


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