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Luxemburgo vai receber cerca de meio milhão de euros da UE para combater a pobreza
Economia 23.08.2021
Pobreza

Luxemburgo vai receber cerca de meio milhão de euros da UE para combater a pobreza

Pobreza

Luxemburgo vai receber cerca de meio milhão de euros da UE para combater a pobreza

Economia 23.08.2021
Pobreza

Luxemburgo vai receber cerca de meio milhão de euros da UE para combater a pobreza

No âmbito de uma ajuda adicional para fazer face à crise provocada pela pandemia, Bruxelas vai atribuir 460.000 euros ao Grão-Ducado, visando o apoio de residentes que não têm rendimentos para fazer face às necessidades mais básicas.

O Luxemburgo vai receber 460.000 euros do Fundo de Ajuda Europeia aos Mais Deprimidos (FEAD) da Comissão Europeia para ajudar pessoas em situação de pobreza. Esse montante visa contribuir para o fornecimento de alimentos e bens essenciais, tais como roupas, a um número cada vez maior de pessoas que não têm sido capazes de satisfazer as suas necessidades básicas desde o início da pandemia, noticia o Luxembourg Times.


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Apesar de ser um dos países mais ricos do mundo, classificado com triplo A pelas agências de notação financeiras, o Grão-Ducado tem mais de 71.600 pessoas que, nos últimos sete anos, têm precisado de apoio para suprir as suas necessidades mais básicas. Desde o início da pandemia, juntaram-se mais pessoas a necessitar dessa ajuda para sobreviver, por isso, Bruxelas vai atribuir ao Luxemburgo 460.000 euros para cobrir estes pedidos de auxílio. "Os fundos adicionais ajudarão a satisfazer as crescentes necessidades de apoio alimentar devido ao impacto socioeconómico da pandemia", declara a instituição em comunicado de imprensa.

As pessoas que estão num situação de "privação material grave" não têm rendimentos suficientes para pagar custos de aluguer, aquecimento, garantir o consumo de proteínas suficientes, adquirir uma máquina de lavar roupa ou um telefone, ilustra o Luxembourg Times, com base nos dados estatísticos do Statec.

As famílias monoparentais e os casais com mais de três filhos estavam, no início deste ano, particularmente em risco de cair na pobreza devido ao aumento dos preços na habitação, segundo refere o mesmo jornal.


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O programa de apoio da Comissão Europeia, que está em vigor desde 2014, disponibiliza 3,8 milhões de euros para ajudar os países a apoiar os seus residentes mais carenciados. Os estados que recebem o financiamento têm de contribuir com 15% do valor do montante, além da contribuição da Comissão Europeia. 

O programa deveria terminar em 2020, mas a UE decidiu alargar o seu financiamento para ajudar os países até 2022, devido à crise económica e social provocada pelas medidas de combate à pandemia.

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