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Pfizer e Moderna sobem preços das vacinas para a covid-19 na UE
Economia 3 min. 02.08.2021
Vacinação

Pfizer e Moderna sobem preços das vacinas para a covid-19 na UE

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Pfizer e Moderna sobem preços das vacinas para a covid-19 na UE

Foto: AFP
Economia 3 min. 02.08.2021
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Pfizer e Moderna sobem preços das vacinas para a covid-19 na UE

Prevê-se que as vendas da vacina da Pfizer atinjam os 47,2 mil milhões de euros e as da Moderna atinjam 25,2 mil milhões de euros.

Nos últimos contratos de fornecimento da UE, enquanto a Europa lutava contra as rupturas de abastecimento e as preocupações sobre os efeitos secundários das vacinas, a Pfizer aumentou o preço da sua vacina para a covid-19 em mais de um quarto e a Moderna em mais de um décimo. O aumento corresponde a 25% e 13%, respetivamente, informou este domingo o Financial Times (FT).

O artigo garante que "os grupos farmacêuticos deverão gerar dezenas de milhares de milhões de dólares em receitas este ano, à medida que assinam novos acordos com países ansiosos por assegurar o fornecimento de potenciais doses de reforço face à propagação da variante altamente infecciosa do Delta". 

Os termos dos acordos, celebrados este ano para um total de até 2,1 mil milhões de doses até 2023, foram renegociados após dados da terceira fase experimental terem demonstrado que as suas vacinas de ácido ribonucleico mensageiro tinham taxas de eficácia mais elevadas do que as doses mais baratas desenvolvidas pela Oxford/AstraZeneca e Johnson & Johnson. 


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O novo preço de uma vacina Pfizer apontado é de 19,50 euros ao invés dos 15,50 euros anteriores, de acordo com partes dos contratos vistos pelo Financial Times. Segundo a mesma publicação, os contratos apontavam o preço de uma vacina Moderna agora por 21,47 euros por dose, um valor acima dos 19 euros previstos no primeiro acordo de fornecimento.

Um funcionário da empresa envolvido no processo de negociação, porém, havia mencionado ao FT que se esperava que os valores atingissem os 28,50 dólares, mas os valores terão sido revistos devido ao crescimento da encomenda. O mesmo funcionário disse que as empresas tinham capitalizado no seu poder de mercado e implantado a "retórica farmacêutica habitual. As vacinas funcionam, pelo que aumentaram o 'valor'". 

A Pfizer aumentou na semana passada a sua previsão de receitas anuais de vacinas em quase um terço para 33,5 mil milhões de dólares, após as vendas da vacina terem ajudado a quase duplicar as vendas no segundo trimestre. 

A gigante farmacêutica, que em 2009 concordou pagar 2,3 mil milhões de dólares para resolver as alegações civis e criminais de que tinha comercializado ilegalmente o seu analgésico Bextra, que foi retirado, assinando o maior acordo em matéria de fraude nos cuidados de saúde e a maior multa criminal de todos os tempos, atualmente partilha lucros com a sua parceira alemã BioNTech e espera aumentar os preços depois de a pandemia ter terminado. 

A diferença de receitas entre as vacinas mRNA e os rivais mais tradicionais que contêm proteínas virais ou um vírus inativado, deverá aumentar ainda mais no próximo ano, de acordo com as previsões compiladas para a FT pela Airfinity.

A consultora em ciências da vida previu que as vendas da vacina da Pfizer atinjam os 47,2 mil milhões de euros com a Moderna a atingir os 25,2 mil milhões de euros, uma vez que estes dominam os mercados de alto rendimento. 

Quanto à AstraZeneca, que entrega a sua vacina ao preço de custo por tempo indefinido aos países em desenvolvimento, a consultora aponta para lucros na ordem dos 12,6 mil milhões de euros.

Estes contratos celebrados pela UE, que são mais caros, foram negociados num num momento em que a Agência Europeia do Medicamento (EMA) investiga a possível ligação das vacinas da AstraZeneca e da Janssen ao aparecimento de fenómenos tromboembólicos extremamente raros na população vacinada.

Bruxelas estava também a lutar contra as críticas dos estados membros liderados pela Áustria que acusaram a Comissão Europeia de distribuição "injusta" de vacinas, argumentando que o sistema da UE tinha deixado alguns países com falta de fornecimento.  

As autoridades disseram que a Comissão e os governos da UE tinham concordado em pagar um preço mais elevado para garantir fornecimentos comprovados a partir de fábricas de produção europeias. 

A comissão disse que Bruxelas reservou o direito de uma dose adicional de 1,8 mil milhões de doses da vacina Pfizer "para estar pronta se forem necessárias vacinas de reforço e se precisarmos de vacinas adicionais no contexto de variantes". A Pfizer recusou a comentar sobre os preços, citando a confidencialidade.

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Bruxelas havia adquirido 200 milhões de doses desta vacina, que contava que fossem administradas até setembro de 2021, tendo agora decidido reservar mais 100 milhões de doses, mesmo contando dispor muito em breve de outras vacinas contra a covid-19, dado ter uma ampla carteira de potenciais vacinas.