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Pequim exorta EUA a acabarem com "repressão irracional" sobre Huawei
Economia 16.05.2020

Pequim exorta EUA a acabarem com "repressão irracional" sobre Huawei

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Pequim exorta EUA a acabarem com "repressão irracional" sobre Huawei

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AFP
Economia 16.05.2020

Pequim exorta EUA a acabarem com "repressão irracional" sobre Huawei

Lusa
Lusa
Em reação aos novos controlos à exportação impostos pelos EUA, a China exigiu que o país acabe com a "repressão irracional sobre a Huawei e as empresas chinesas".

"O Governo chinês defenderá firmemente os direitos e interesses legítimos e legais das empresas chinesas", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros em comunicado, acrescentando que as iniciativas norte-americanas "estão as destruir as cadeias globais de manufatura, de aprovisionamento e de valor".

Os Estados Unidos acusam a maior fabricante mundial de equipamentos para firmas de telecomunicações de cooperar com os serviços secretos chineses.

A Casa Branca colocou o grupo chinês numa lista de entidades do Departamento de Comércio, o que implica que as empresas norte-americanas tenham de solicitar licença para vender tecnologia à empresa.

A Huawei nega a acusação e as autoridades chinesas dizem que o Governo de Donald Trump está a usar leis de segurança nacional para restringir um rival que ameaça o domínio exercido pelas empresas de tecnologia dos EUA.

As sanções aprovadas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, em maio, caso sejam integralmente aplicadas, cortarão o acesso da Huawei à maioria dos componentes e tecnologia dos EUA.

A Huawei também é, juntamente com a sueca Ericsson e a finlandesa Nokia, líder em redes de quinta geração (5G), destinada a conectar carros autónomos, fábricas automatizadas, equipamento médico e centrais elétricas.

Os Estados Unidos têm pressionado vários países, incluindo Portugal, a excluírem a Huawei da construção de infraestruturas para redes de 5G.

Austrália, Nova Zelândia e Japão aderiram já aos apelos de Washington e restringiram a participação da Huawei.

A Huawei, que diz que a empresa pertence a 104.572 de um total de 194.000 funcionários da empresa, todos cidadãos chineses, nega estar sob controlo do Partido Comunista Chinês, ou cooperar com os serviços de inteligência chineses.

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