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Pensões. Mulheres recebem menos 44% do que os homens no Luxemburgo
Economia 03.02.2021

Pensões. Mulheres recebem menos 44% do que os homens no Luxemburgo

Pensões. Mulheres recebem menos 44% do que os homens no Luxemburgo

Foto: AFP
Economia 03.02.2021

Pensões. Mulheres recebem menos 44% do que os homens no Luxemburgo

Diana ALVES
Diana ALVES
É a diferença mais pronunciada em toda a União Europeia, segundo os dados divulgados hoje pelo Eurostat.

Se em termos salariais, a desigualdade entre homens e mulheres tem vindo a diminuir substancialmente no Luxemburgo – segundo as últimas estimativas, rondará os 5,5% –, no que toca a pensões a história é outra.

Dados divulgados hoje pelo Eurostat mostram que no Grão-Ducado as reformas das mulheres são 44% inferiores às dos homens. É a diferença mais pronunciada em toda a União Europeia (UE). De qualquer modo, em todos os países do bloco as mulheres com mais de 65 anos recebem pensões inferiores às dos homens, embora a média europeia ronde os 29%, bastante abaixo da diferença verificada no Luxemburgo.

Segundo os dados do gabinete europeu de estatística, que são referentes ao ano de 2019, a Estónia é o país com a menor diferença. Mesmo assim, as pensões deles estão 2% acima das delas. Quanto a Portugal, o país aparece a meio da tabela, sendo que as reformas das mulheres são 31,4% inferiores às dos homens.


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Até ao fim do ano, as trabalhadoras luxemburguesas não ganham nem um cêntimo em comparação com os homens. A culpa é da diferença salarial de 5,5%.

Ainda sobre o Grão-Ducado, as tabelas do Eurostat revelam que, apesar de muito elevada, a disparidade em termos de pensões diminuiu três pontos percentuais desde 2010.

O Eurostat revela, por outro lado, que, apesar das disparidades, o Luxemburgo é o país da UE com a menor percentagem de reformados em risco de pobreza. Por cá, essa proporção era, em 2019, de 7%, disparando para os 54%, no caso da Letónia – país que surge no lado oposto da lista. Neste indicador, Portugal volta a aparecer a meio da tabela. Mais de 15% dos reformados portugueses vivem em risco de pobreza.  

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